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7 de mai de 2019

UFPI no Piaui só funcionará até setembro, afirma reitor

reitor da UFPI
 O professor Arimateia Dantas Lopes, reitor da Universidade Federal do Piauí (Ufpi), afirmou nesta terça-feira (7) que a instituição pode fechar as portas até o mês de setembro de 2019 caso os bloqueios de recursos para a universidade sejam mantidos. De acordo com ele, o bloqueio de mais de R$ 33 milhões de reais representa quase 50% do orçamento para o período entre maio e dezembro de 2019.
As afirmações foram feitas durante coletiva de imprensa, realizada para confirmar o bloqueio global de 30% no orçamento de custeio anunciado pelo Ministério da Educação (MEC) no último dia 30 de abril.
Dos R$ 33 milhões, R$ 1,5 milhão são de programas de pesquisa, ensino e extensão; R$ 2,8 milhões financiam o funcionamento de três escolas vinculadas, que são os colégios técnicos de Teresina, Floriano e Bom Jesus; e R$ 28,7 milhões bloqueados do recurso de funcionamento do ensino superior.
Arimateia disse que a universidade pode fechar as portas porque com os cortes nos recursos vai ficar difícil honrar os compromissos. Até o pagamento de contas de água e energia elétrica estão ameaçados. “Estamos conseguindo manter obras que já estavam em andamento e a maioria dos serviços, como pagamento de bolsas para os alunos. Mas se o bloqueio se mantiver, não vamos conseguir pagar os nossos fornecedores, como água, energia elétrica e fornecedores para os restaurantes universitários. Se houver um corte de energia, a universidade não tem como continuar funcionando”, explicou o reitor.
Com os recursos que sobram não é possível manter a universidade funcionando até depois de setembro deste ano. “Com a situação como está, se o desbloqueio não acontecer, o recurso só conseguirá manter a universidade até o mês de setembro deste ano”, disse o professor Arimateia.
Outros cortes
Ainda de acordo com ele, além dos recursos já bloqueados, o MEC pretende cortar ainda 40% dos funcionários terceirizados, o que vai impactar a área administrativa da universidade. Os setores de limpeza e segurança, segundo o reitor, funcionam atualmente no limite e por isso não deve haver cortes nessas áreas.
Pagamentos de viagens para congressos e eventos dos alunos serão cortados. Os celulares funcionais dos gestores não terão seus contratos renovados.
Hospital Universitário
O reitor esclareceu ainda que o corte não envolve o Hospital Universitário (HU), que é mantido pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). Ele acredita que não vai haver prejuízo no HU, nem nos serviços prestados pelo hospital. No último final de semana, circularam pelas redes sociais que o HU teria 100% da verba cortada.
Reunião com ministro da educação
Embora o futuro da Universidade Federal do Piauí esteja comprometido, o reitor ainda acredita que a situação poderá ser revertida. “Teremos uma reunião com o ministro da educação [Abraham Weintraub] no próximo dia 16, e esperamos que haja um entendimento. A situação, do jeito que está, não vai nos deixar concluir o ano. Fizemos uma gestão zelosa e conseguimos nos manter honrando a maioria dos compromissos, mas com esse corte não será possível. Torcemos para que isso seja possível de se reverter”, disse o reitor Arimateia.
Atualmente a comunidade acadêmica da Ufpi é constituída por cerca de 45 mil pessoas, com mais de 4 mil bolsas institucionais. A UFPI oferece atualmente 84 cursos presenciais, 15 de ensino à distância, 46 pós-graduações à nível de mestrado, 19 doutorados, 23 residências médicas e 11 residências multiprofissionais. A instituição tem 48 anos de existência.
UFPI só funcionará até setembro, afirma reitor. (Foto: UFPI)
Com informações de G1

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