Gestantes de 20 a 29 anos são as que mais morreram no PI na última década , veja - Barra d Alcântara News

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12 de jul de 2019

Gestantes de 20 a 29 anos são as que mais morreram no PI na última década , veja



Alto número de óbitos de gestante preocupam as autoridades de Saúde. É isto o que aponta o Relatório da Mortalidade Materna do Estado do Piauí, que embasou uma mudança de protocolo nos cuidados às gestantes em toda a rede assistencial pública. Segundo o documento, as gestantes com idade entre de 20 a 29 anos foram as que mais morreram no estado de 2010 a 2019 no Piauí: 44,8% dos óbitos registrados neste período aconteceram nesta faixa etária.


Em seguida, aparecem as gestantes com idade entre 30 e 39 anos, que representam por 30,4% do total de óbitos contabilizados nas maternidades do Estado. Entre as principais causas dessas mortes, estão as obstétricas diretas, sendo a maioria delas por hemorragias, detectada em 15,9% dos casos; seguido de eclampsia, com 15,1%; infecções puerperais, com 8,4%; transtorno hipertensivos, que apareceram em 7,3% dos casos e, por fim, complicações de aborto, que foram detectadas em 6,9% dos óbitos.




Foto: Folhapress

Tendo por base estes dados e a necessidade de reduzi-los, foi assinado nesta quinta-feira (11) pelo governador Wellington Dias o projeto de lei que regulamenta o plano Linhas Gerais para Qualificação do Cuidado Pré-Natal. Trata-se de um protocolo de enfrentamento à mortalidade materno-infantil que padroniza os procedimentos a serem adotados em relação às gestantes durante a gravidez. O protocolo estabelece, dentre outros, as medicações que o poder público deve oferecer em determinadas circunstâncias.

O objetivo principal é reduzir gradativamente as taxas de mortalidade materno-infantil para 56,5 óbitos maternos a cada cem mil nascidos vivos por ano até 2023, uma redução anual de 4,3%. Com esta meta, o Piauí quer contribuir para a redução em 21,5% da Razão de Morte Materna Global pelos próximos quatro anos.

“Estabelecemos esse plano com protocolos para os cuidados pré-natal, inclusive, com classificação de risco. Isso é uma política que não é de governo, mas de Estado, para que a gente possa ter a garantia do cumprimento do que está estabelecido”, pontuou Florentino Neto, secretário estadual de Saúde.

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