Arroba ultrapassa R$ 270; Oferta restrita de animais pode aumentar valorização do boi - Barra d Alcântara News

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21 de set. de 2020

Arroba ultrapassa R$ 270; Oferta restrita de animais pode aumentar valorização do boi


A última semana continuou marcada pela alta nas cotações do boi gordo. O fenômeno é sustentado pela restrção da oferta de animais terminados para o abate, além do aquecimento das exportações de carne bovina. O preço de venda dos animais terminados tem oscilado em níveis recordes. De acordo com informações dos pecuaristas, o valor da arroba na Bahia, fechou semana cotado a R$ 277/@, com grande demanda.

“Para conseguir comprar matéria prima e preencher as escalas de abate, as indústrias continuaram pagando mais caro pelo gado ao longo desta semana”, observa a IHS Markit.

Dessa forma, não há, ao menos no curto prazo, expectativas para entradas de maiores lotes de boiada, uma vez que produtores se mostram comedidos em recompor os rebanhos. Entre algumas das regiões pesquisadas, as indústrias só conseguem avançar com as escalas mediante aquisição de animais de confinamento próprio, de acordo coma IHS Markit.



Em São Paulo uma referência para outras praças do país, o valor médio para o animal terminado saltou de R$ 250,36/@ na quinta-feira (17/9), para R$ 246,18/@, na sexta-feira (18/9), conforme dados informados no aplicativo da Agrobrazil. Já a praça de Goiás teve média de R$ 239,91/@, seguido por Mato Grosso Sul com valor de R$ 247,70/@.

Preços Cepea 

A baixa oferta de animais para abate mantém os preços diários da arroba do boi gordo operando nas máximas nominais da série histórica, relata boletim da última quarta-feira (16/09) do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Na quinta-feira (17), o Indicador do boi gordo Cepea/B3 fechou a R$ 250,50, com elevação de 5,6% no acumulado da parcial de setembro. Entretanto, o mercado físico do boi gordo registrou baixa liquidez de negócios, os valores para o fechamento da semana apresentaram uma queda, ficando cotado a R$ 248,00/@.


Além de dificuldades em avançar com as escalas e os altos valores da arroba do boi gordo, os frigoríficos brasileiros também enfrentam restrições para repassar os altos custos de produção para o preço dos cortes nos atacados. Segundo a IHS Markit, nesta segunda quinzena no mês, o consumo de carne bovina no país se mantém em volumes bastante baixos, reflexo do menor poder de compra da população.

Em Minas Gerais, a escassez de oferta de gado deu suporte para novas altas no preço das boiadas. Em Rondônia, para conseguir comprar matéria prima e preencher as escalas de abate, que estão bem apertadas, indústrias tiveram de elevar os valores oferecidos. Em São Paulo, Capital, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 253 a arroba, ante R$ 252 na quinta-feira, 17. Em Uberaba, Minas Gerais, os preços ficaram em R$ 250 a arroba, inalterados. Em Dourados, no Mato Grosso do Sul, os valores permaneceram inalterados, em R$ 249. O mesmo foi observado em Goiânia, Goiás, onde o preço ficou em R$ 242 a arroba. Cuiabá, no Mato Grosso, com a cotação inalterada em R$ 231,00 a arroba.

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