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8 de set. de 2020

Contra o negacionismo, nossa esperança está na vacina


O mundo se depara, mais uma vez, com um impasse inquietante sobre a vida das pessoas, agora em decorrência do Coronavírus, uma moléstia que chegou sem aviso e parece também não ter a mínima disposição de avisar que vai embora. Isso já ocorreu outras vezes no passado, colocando à prova a inteligência dos seres humanos e a capacidade dos seus cientistas, no sentido de que se mostrem, através de pesquisas avançadas, capazes o suficiente de criarem antídotos para o mal instalado. 



Contra o Covid-19, que já matou quase 900 mil pessoas em todo o mundo e mais de 126 mil seres humanos somente no Brasil, não existe Vacina que imunize a população, e não há um só medicamento que seja minimamente testado e recomendado pela ciência, capaz de promover a cura da pessoa infectada. 




Assim também ocorreu no passado, no Brasil e no mundo, quando outras pandemias nos bateram à porta. E do mesmo jeito, como hoje, as populações nacionais se viram diante de polêmicas quanto à necessidade, à eficácia, aos benefícios das vacinas que, nascendo das pesquisas científicas, surgiram como resposta a cada um desses específicos males com que a humanidade já se deparou. 


Junto à ansiedade e à expectativa que normalmente envolveram as sociedades e os meios científicos, enquanto se buscava a vacina eficaz que pudesse imunizar e barrar o avanço das doenças, sempre existiram correntes negacionistas que levantavam suas vozes contra a eficácia das vacinas, com discursos muitas vezes alicerçados no apoio de pessoas com poder e influência sobre outras pessoas. 


O Brasil, por exemplo, já presenciou, no início do século passado, mais precisamente em 1904, no Rio de Janeiro, um motim popular para impedir a aplicação da de uma lei que tornava obrigatória a vacinação contra a varíola, uma moléstia que à época fazia muitas vítimas, num movimento que ficou denominado “Revolta da Vacina”. A vacinação, liderada pelo grande médico brasileiro Oswaldo Cruz, integrava um plano sanitário e de saneamento do Rio. O estopim para a revolta foi a exigência de apresentação de atestado de vacinação para as matrículas escolares, a obtenção de emprego, realização de viagens, hospedagem e casamentos. 


Neste momento, em alguns pontos do Brasil, grupos organizados estão indo às ruas, munidos de megafones, para clamar : “não queremos a vacina, nós temos a cloroquina.” 

A história das pandemias e, consequentemente, das vacinas vem de longo. Foi no século XVIII, que Edward Jenner descobriu a vacina antivariólica, a primeira de que se tem registro. Ele fez uma experiência comprovando que, ao inocular uma secreção de alguém com a doença em outra pessoa saudável, esta desenvolvia sintomas muito mais brandos e tornava-se imune à patologia em si, ou seja, ficava protegida. Jenner desenvolveu a vacina a partir de outra doença, a cowpox (tipo de varíola que acometia as vacas), pois percebeu que as pessoas que ordenhavam as vacas adquiriam imunidade à varíola humana. Consequentemente, a palavra vacina, que em latim significa “de vaca”, por analogia, passou a designar todo o inóculo que tem capacidade de produzir anticorpos. 

As vacinas, como bem demonstra a história e como se prova na nossa realidade atual, são fundamentais, necessárias e indispensáveis na prevenção de grandes males. Se foi assim com a Varíola, assim também se provou com inúmeras outras doenças. 


Foi por esse meio que se passou a combater a Raiva, graças à extraordinária descoberta do químico Louis Pasteur, com seu método de imunização desenvolvido em 1885, em sua parceria com o médico bacteriologista Émile Roux, trazendo alento a milhares e milhares de pessoas que, antes dessa vacina, estavam todas condenadas à morte. 


Foi pela vacina que se chegou à vitória contra morte causada pelo Tétano, uma descoberta do fisiologista e microbiologista alemão Emil von Behring, em 1890. 

A Difteria, uma bactéria passível de transmissão pelo ar e de fácil contágio- com grave incidência sobre crianças- , passou a ter combate eficaz graças, igualmente, às pesquisas do alemão Emil von Behring, que em 1901 ganhou o Prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina, e passou a ser apelidado o “salvador de crianças.”. 

A Tuberculose (BCG), que já era descrita pela literatura médica desde a antiguidade e que ainda no século 19 e início do século 20 era apontada como “mal do século”, passou a ser combatida a partir da descoberta do bacilo causador da doença, em 1882, pelo bacteriologista alemão.Robert Kock. 




A Febre Amarela, descoberta no início do século 17, e tão presente no Brasil, obteve considerável abalo com as campanhas e esforços de prevenção aplicados pelo médico Oswaldo Cruz, mas foi somente em 1937 que o virologista Max Theiler descobriu a vacina imunizadora, o que lhe rendeu o Prêmio Nobel de Medicina em 1951.

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