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20 de set. de 2020

Juíza mais antiga da Suprema Corte dos EUA morre aos 87 anos


A mais antiga juíza da Suprema Corte dos Estados Unidos e líder da ala liberal, Ruth Bader Ginsburg morreu nesta sexta-feira (18), aos 87 anos, por complicações de um câncer no pâncreas, informou a corte em um comunicado. As informações são do G1.

A morte de Ginsburg dá ao presidente Donald Trump a chance de expandir sua maioria conservadora na corte, com uma terceira indicação em um momento de profundas divisões no país, às vésperas das eleições presidenciais em 3 de novembro. Nos EUA, os 9 juízes da Suprema Corte são nomeados de forma vitalícia, ou seja, ficam no cargo até o fim da vida.


Ginsburg foi diagnosticada com o câncer de pâncreas no ano passado, mas não foi a primeira vez que ela passou por tratamentos sérios. Em 1999, foi tratada para um câncer de cólon, e enfrentou um câncer de pâncreas também em 2009. Em dezembro de 2018 também foi tratada de um câncer no pulmão.

Sua última hospitalização foi em 14 de julho, por conta de uma infecção relacionada ao tratamento.


Ruth Bader - Crédito: Sarah Silbiger/Reuters

Indicada por Clinton

Ginsburg foi nomeada pelo ex-presidente democrata Bill Clinton em 1993, e se tornou a segunda mulher a integrar a Suprema Corte. Após a aposentadoria da juíza Sandra Day O'Connor, em 2006, Ginsburg se manteve como a única mulher na corte até a indicação de Sonia Sotomayor em 2009 e Elena Kagan em 2010.

Na Suprema Corte, Ginsburg tinha a reputação de ser uma dura questionadora com tendência liberal. Marcada por decisões que enfrentavam a discriminação sexual, ela foi a responsável pela admissão de mulheres, em 1996, no Instituto Militar da Virgínia.


Durante a administração do presidente Barack Obama, alguns liberais insistiram com que Ginsburg renunciasse ao cargo. Isso para que o democrata pudesse nomear seu sucessor, mas ela rejeitou o pedido.


Juíza faz o juramento durante sua posse após indicação de Bill Clinton - Crédito: Marcy Nighswander/AP

Escolha de um sucessor

Os juízes da Suprema Corte, os juízes do tribunal de apelações e os juízes dos tribunais distritais são nomeados pelo presidente dos Estados Unidos e confirmados pelo Senado, segundo a Constituição norte-americana.

Segundo a rede de notícias ABC News, citando fontes próximas ao Salão Oval, o presidente Trump poderá indicar um substituto para Ginsburg logo nos próximos dias. A lista de possíveis indicados para o assento na corte incluiria pelo menos uma representante mulher.


O líder dos senadores democratas, Chuck Schumer, já se pronunciou e disse que o assento de Ginsburg não deveria ser ocupado antes das eleições de novembro. Atualmente, sem a juíza, a corte se mantém com cinco juízes conservadores e três liberais.

Já o líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, disse que a casa vai apoiar a indicação de Trump para a vaga de Ginsburg. Ao ser informado da morte da juíza, Trump disse a jornalistas que lamentava sua morte e que "concordando ou não" ela foi uma "mulher maravilhosa que viveu uma vida maravilhosa".

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