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18 de abr. de 2021

Jornalista dono do portal Tribuna Piauí acusado de espalhar fake news cita ex-prefeito



Descoberto o alvo da Operação Fake News deflagrada pela Polícia Civil do Piauí, por meio da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI): trata-se do jornalista Thiago Maciel, dono do portal Tribuna do Piauí.

Atualmente, ele é suplente de vereador pelo MDB na cidade de Valença, localizada a cerca de 200km da capital Teresina. Segundo informou o delegado Anchieta Nery, titular da DRCI, ele foi responsável por disseminar ataques de ódio e agressões nas redes sociais a diversas autoridades, entre elas o governador Wellington Dias (PT).

Em seu depoimento, ele citou que os ataques, especialmente às autoridades da cidade em que mora, Valença, tinham como mentor o ex-prefeito e ex-secretário Marcus Vinícius Cunha Dias (SDD). Na época ele era secretário de Valença, que tinha a sua mãe, Ceiça Dias (SDD), como prefeita. Além disso, Thiago Maciel citou ter sido contratado por um marqueteiro do Ceará.

A reportagem do OitoMeia falou com Thiago Maciel por telefone. Foi cumprindo um mandado de busca e apreensão, além de ele ter confessado a prática criminosa em interrogatório policial. Por telefone, ele apenas disse que está “colaborando” com as investigações e que não é o responsável pela “fabricação” do material divulgado. Não quis dar detalhes do que foi levado e em que pé estão as investigações.

“Estou cooperando com as investigações. Eu não fabrico as montagens (fake news). Houve a disseminação… conforme a Polícia está divulgando”, afirmou Thiago Maciel, que argumentou ser responsável apenas por disseminar o conteúdo”.Thiago Maciel
OS ATAQUES DE THIAGO MACIEL

Thiago Maciel distribuía diversas fake news especialmente durante a campanha de 2018. Além do governador Wellington Dias, ele também divulgava informações falsas contra autoridades como o senador Ciro Nogueira (PP) e como o deputado federal Fábio Abreu (PR). Faziam parte, na época, da mesma chapa. Atualmente ele está em alguns grupos de Whatsapp bastante movimentados, em Teresina e na sua região, Valença. Mais recentemente, mais precisamente na terça-feira passada, dia 13 de abril, ele divulgou algumas imagens contra o senador Ciro Nogueira e contra o presidente Jair Bolsonaro, como mostra a imagem abaixo. O delegado Anchieta Nery pretende seguir com as investigações e quer chegar aos demais citados por ele.
DINHEIRO PÚBLICO PATROCINOU AS FAKE NEWS

No inquérito, a Polícia apurou que Thiago Maciel teria recebido dinheiro público para realizar os disparos de informações falsas por meio de redes sociais. Os pagamentos teriam sido feitos ao jornalista através de recursos, sem licitação ou contrato prévios, da Prefeitura de Valença. Os investigadores chegaram até essa informação, após afastamento de sigilo bancário e colaboração do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI). Questionado pelo OitoMeia se haveria mais pessoas envolvidas no crime, Thiago Maciel se resguardou a dizer que não irá se manifestar no momento e pontuou que “cooperou com a verdade” e disse: “embora eu tenha cooperado com a verdade, houve algumas informações distorcidas, mas que na Justiça poderão ser revistas”.
PELO MENOS MAIS DOIS SUSPEITOS ESTÃO NA MIRA

Segundo o delegado Anchieta Nery, os dois citados por Thiago Maciel serão investigados. Sabe-se que um deles, como já citado, é o ex-prefeito de Novo Oriente e ex-secretário de Valença Marcos Vinícius, esposo da deputada federal Marina (SDD). O outro seria um marqueteiro que mora no Ceará. Maciel disse ainda que ataques às autoridades de Valença tinham Marcos Vinícius como mentor. Entre as vítimas no município, um juiz eleitoral de Valença, uma vereadora e um pré-candidato a prefeito do município. Quanto aos ataques a lideranças partidárias em Teresina, afirmou ter sido contratado por este marqueteiro do Ceará (nome não revelado), que atuava para um partido adversário. De acordo com o delegado, a confissão de Thiago Maciel foi confirmada através de cruzamento de com prova técnica colhidos no Inquérito Policial – o afastamento de sigilo bancário e de dados. A Polícia seguirá investigando, agora para delinear a participação de demais pessoas nos crimes.Marcos Vinicius Cunha Dias

Fonte: OITOMEIA

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