"Não temos vacina contra ganância", diz secretário e defende vara para julgar as facções - Barra d Alcântara News

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13 de mai. de 2021

"Não temos vacina contra ganância", diz secretário e defende vara para julgar as facções

 Foto: Roberta Aline


O secretário Estadual de Segurança Pública, Rubens Pereira, garantiu nesta quinta-feira (13) que a Polícia trabalha com rigor e de forma integrada para combater as facções criminosas que atuam no estado. 

Ele, porém, ressalta que para reduzir a criminalidade é preciso da ajuda de toda a sociedade e celeridade da justiça.  

“O delegado não pode invadir casas, combater a criminalidade e facções é algo complexo. A Secretaria de Saúde tem a vacina contra a pandemia da Covid, mas tem outra pandemia que é da violência que a Polícia não tem vacina contra a ganância e a intolerância. A sociedade está doente, mas temos que enfrentar”, disse o secretário.

Criação de vara única para julgar facções

Uma das alternativas que a cúpula da Segurança está defendendo é a criação de uma vara única no Piauí para julgar presos de fações criminosas. Duas facções estão atuando mais fortemente no estado que é o Bonde dos 40, que nasceu no Maranhão, e o PCC (Primeiro Comando da Capital), que surgiu em São Paulo no antigo presídio Carandiru.   A vara é para coibir a soltura de presos perigosos. 

“Não temos uma vara específica e existem conflitos de competência, por isso é necessária uma vara única para julgar esses crimes”, disse Rubens Pereira.

23 integrantes de facções solto

Em 2018, o secretário lembrou que ocorreu uma ação que resultou na prisão de 23 integrantes de fações criminosas. No entanto, todos foram soltos.

Rubens Pereira garantiu que ações integradas estão sendo realizadas e citou a prisão de 12 pessoas ontem durante operação. Entre os presos está integrante de facções criminosas. “Alguns presos estão auto se declarando de facções e integrantes do tribunal do crime, mas estamos apurando”, disse o secretário. 

O secretário informou que o Gaeco também integra no combate ao crime organizado. 

Ele ressalta que as facções atuam em todo o Brasil e o Piauí não é uma ilha. “Eles atuam em rede e temos que reagir”, disse. 
Para Rubens Pereira ainda se vive o ciclo do “enxuga gelo” em que a Polícia prende e a justiça solta. 

 

Flash Yala Sena
yalasena@cidadeverde.com

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