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17 de jul. de 2021

Servidores denunciam condições do setor de repouso do HGV



Fotos:Ascom/Sindespi


Profissionais do Hospital Getúlio Vargas denunciam condições insalubres do local para onde foi transferido o setor de repouso, que passou a ser coletivo. O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde Pública do Piauí (SINDESPI) tem recebido diversas denúncias sobre falta de acessibilidade, camas inadequadas e aglomeradas, banheiros insuficientes entre outros problemas que têm gerado indignação entre os servidores.

A servidora Maria Luiza de Sousa relata que foi informada sobre mudança do repouso, que seria coletivo, mas afirma não foi detalhado oficialmente como ficaria o espaço e nem os servidores foram consultados previamente sobre as alterações. “Quando cheguei para trabalhar, abri a porta achando que era o repouso e já era a sala da secretaria. Colocaram a secretaria no local do nosso repouso, e onde era a secretaria abriram um isolamento para paciente. Nós chegamos e não tínhamos onde trocar nossas roupas, não tinha onde colocar nossos pertences, que ficaram jogados em cima de bancadas, cadeiras e carro de parada”, denuncia Maria Luiza.

Antes, segundo os servidores, em cada clínica tinha um repouso e banheiro.

“É distante e fica próximo ao refeitório, à sala de nutrição e dermatologia e não tem acessibilidade. Os repousos foram fechados para abrir esse repouso coletivo, acessado por escadas, sem acessibilidade, com muitas beliches próximas umas das outras. Nós não temos mais condições físicas de subir em beliche. O local tem cheiro de mofo, porque estava fechado. Não nos deram condições nem de um banheiro adequado. São poucos banheiros para um número grande de profissionais. A insatisfação é enorme. Queremos um repouso digno, um local para guardar nossos pertences e queremos acessibilidade. Colocaram uma placa com o nome ‘castelinho’, daí você imagina o tanto de escadas que temos que subir até chegar a esse repouso”, desabafa Luiza.


Outra denúncia do Sindicato é que servidores estão repousando em colchões sem lençóis. De acordo com o Sindespi, o servidores da noite que foram ao repouso para trocar de roupas, às 19h, foram impedidos porque só iriam abrir o repouso às 22h. “Não está correto e todos estão reclamando dessa situação. Muitos áudios, cobrando abaixo assinado, paralisação. Não estão mais aguentando ter um repouso insalubre. Nesse momento de pandemia aglomerar um monte de beliches. Essa situação está afetando nossa saúde e nosso desempenho profissional”, desabafou a servidora Luiza.

Outra servidora, Maria da Cruz, reclama que não pediram a opinião dos servidores que precisam do repouso, que foi uma mudança arbitrária. “Ficamos sem privacidade, sem banheiro privativo, sem chuveiro no banheiro, longe do nosso setor. Estamos todos indignados com isso. Temos agora um repouso coletivo aglomerado de beliches, com três banheiros para muitas servidoras e servidores, uma confusão na hora do banho de manhã, porque não é seguro numa pandemia sair de um hospital sem tomar banho. Ninguém pediu essa mudança, não temos onde guardar nossos pertences. Estamos nos sentimos constrangidos. Repudiamos essa forma arbitrária e essas mudanças. Tem que se rever isso”, afirma Maria da Cruz.

A presidenta do SINDESPI, Geane Sousa, foi ao local e diz que a revolta é geral entre os servidores que usam o repouso e que o sindicato está agindo. “Temos recebido as denúncias, observado os pontos críticos apontados pelos servidores. Fizemos o que os gestores não fizeram, que é ouvir a opinião de quem usa o local. E constatar a realidade e dificuldades que estão tendo nesse novo repouso. Estamos articulando uma avaliação mais técnica para comprovar as inadequações e fazer as correções que forem precisas para o repouso e privacidade do servidor e segurança sanitária para todas e todos”, afirmou Geane.

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