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23 de ago. de 2021

Safra de cana-de-açúcar deve ficar em 592 mi de toneladas em 2021/2022

Segundo levantamento da Safra 2021/22 da Companhia Nacional de Abastecimento (CONHA) aponta estimativa de queda 9,5% no volume da cana-de-açúcar no Brasil. A expectativa  é colher 592 milhões de toneladas, representando um volume de cerca de 62 milhões de toneladas de matéria prima a menos em relação à safra 2020/21.

Entre as causas de redução estão os efeitos climáticos adversos da estiagem durante o ciclo produtivo das lavouras e as baixas temperaturas registradas em junho e julho.

A pesquisa para o 2º levantamento revelou que na Região Sudeste, principal produtora do país, houve redução de 6,6% na área a ser colhida, totalizando 5 milhões de hectares, e decréscimo de 13,3% na produção, estimada em 371,5 milhões de toneladas. 

Queda na produtividade de cana-de-açúcar (Embrapa Agroenergia)Queda na produtividade de cana-de-açúcar (Embrapa Agroenergia)

Já o Centro-Oeste, com área semelhante à colhida na última safra, tem volume previsto em 135,4 milhões de toneladas, 3,2% menor que a obtida na safra anterior. No Sul, a pequena elevação de 0,2% na área cultivada não garantiu aumento na produção total, que pode chegar a 31,9 milhões de toneladas, com redução de 6,7% em comparação com o ciclo passado, devido à redução na produtividade.

Nordeste tem redução de 1,9% na área a ser colhida

Já no Nordeste, houve redução de 1,9% na área a ser colhida, mas o aumento de 4,2% na produtividade média deverá resultar em uma produção de 49,5 milhões de toneladas, 2,2% a mais que na safra passada. Na Região Norte, a tendência é de manutenção da área a ser colhida e crescimento de 7,5% de matéria prima, totalizando 3,7 milhões de toneladas.

Produtos

Com redução da safra, a produção total de etanol deve ser afetada nesta safra. O volume estimado é de 29,22 bilhões de litros, redução de 10,8% em relação ao ciclo anterior. No caso do etanol à base de cana, a produção deve chegar a 25,86 bilhões de litros, redução de 13,1% em comparação à safra 2020/21. O etanol anidro de cana-de-açúcar, utilizado na mistura com a gasolina, deverá crescer 5,6% em relação à última temporada, alcançando 9,84 bilhões de litros e para o hidratado, a previsão é de 16,02 bilhões de litros, redução de 21,6% em relação à safra anterior.

No caso do etanol de milho, a produção continua em expansão e deverá ter um aumento de 11,2% em relação à safra passada, sendo estimado em 3,36 bilhões de litros nesta temporada. O etanol anidro de milho é calculado em 1,02 bilhão de litros, 9,4% superior à temporada anterior. Para o hidratado, a expectativa é de 2,34 bilhões de litros, um aumento de 12,1% em comparação à safra 2020/21.

A produção de açúcar no país também sofre os impactos com as reduções na oferta de cana. Estimado em 36,9 milhões de toneladas, o volume de açúcar previsto é 10,5% menor que o produzido na temporada anterior.

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