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22 de set. de 2021

Ônibus escolar cai em barragem e mata 17, sendo 16 crianças no RS



Hoje são decorridos já 17 anos, mas a população da cidade de Erechim, no Rio Grande do Sul, possivelmente jamais esquecerá da tragédia ocorrida no dia 22 de Setembro de 2004, quando um ônibus escolar caiu dentro de uma barragem, matando 17 pessoas. Dessas, 16 eram crianças e adolescentes. A 17ª vítima era um monitora da escola.

A tragédia deixou lembranças amargas, como é o caso de Lucas, um garoto de 14 anos, que ajudou a salvar vários colegas seus, mas terminou morrendo, passando a ser visto na cidade como um verdadeiro herói. Outras 15 pessoas ficaram feridas no grave acidente.

Tragédia ocorreu em Erechim, no RS

Após quase duas décadas, lidar com a dor de perdas tão precoces ainda desafia os familiares diariamente. Em meio à saudade e às lembranças, também predomina o sentimento de impunidade.

Para Cleci Vezzaro, 43 anos, toda manhã de todo 22 de setembro é igual. “Tu acorda e relembra todo aquele dia. Não tem como descrever o sentimento. Perdemos totalmente o chão, o sentido da vida. Parecia um pesadelo.

Dona Cleci perdeu o filho Lucas, 14 anos. O menino viajava na parte traseira do veículo quando ocorreu o acidente. Por isso, estava entre os que primeiro conseguiram atirar-se para fora, pela janela após a queda na barragem. Logo começou a ajudar os colegas. Terminou morrendo, para virar herói.

17 ocupantes do veículo morreram

A mãe o descreve: “Sabendo do comportamento dele, como ele era, faz todo o sentido o que ele fez. Ele jamais deixaria de ajudar um amigo, um colega”. “Um dia, na agenda da escola, ele escreveu o que significava um amigo para ele. Disse que um amigo de verdade ajudava a gente nas horas difíceis. E ele foi essa pessoa”, emocionou-se a mulher.

Na época, a perícia apontou falta de manutenção no veículo, condições ruins da estrada e velocidade acima do permitido no trecho. O motorista, o dono da empresa de transporte e o sublocatário da linha foram indiciados. A Corsan, responsável pela barragem onde o veículo caiu, a prefeitura de Erechim, responsável pelos ônibus, e a empresa foram condenadas a pagar indenizações e pensão aos pais das vítimas.

Tragédia deixa marcas amargas na cidade

No entanto, de homicídio doloso, o Tribunal de Justiça desqualificou o crime para homicídio culposo. Os três réus responderam em liberdade. Finalmente, em Maio de 2017, 13 anos depois, o motorista e os empresários responsáveis pelo ônibus escolar foram condenados por homicídio culposo, quando não há a intenção de matar.

Acidente mobilizou centenas de pessoas

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