Lula diz que governador interino do RJ deve trabalhar para prender ladrões e milicianos

Lula diz que governador interino do RJ deve trabalhar para prender ladrões e milicianos

leandro santos
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O presidente Lula afirmou ao governador interino do Rio, o desembargador Ricardo Couto, que ele deve trabalhar para "prender ladrões e milicianos" que comandaram o estado nos últimos anos. Couto vem promovendo um pente-fino na administração estadual e já exonerou mais de 2.500 servidores desde que assumiu interinamente o governo, após a renúncia de Cláudio Castro (PL) no fim de março.

Em agenda na sede da Fiocruz, na Zona Norte do Rio, Lula lembrou que Ricardo Couto assumiu o Palácio Guanabara sem ter sido eleito para a função, mas disse que o desembargador tem a chance de promover mudanças no estado até a posse do governador que será eleito em outubro.
O presidente também ofereceu ajuda para "consertar o estado".

"Ninguém está esperando que você faça um trabalho para prender todos os ladrões que governaram esse país, que fazem parte de uma milícia organizada. Não é possível um estado com dinheiro, como o Rio de Janeiro, estar do jeito que está. Não é possível que milícias fiquem organizadas e tomem conta dos territórios. Vamos juntos devolver o território das comunidades ao povo do Rio de Janeiro. Você foi indicado. Aproveite esses seis meses que você tem, ou dez meses."

Lula também aproveitou o evento para cobrar do Senado a aprovação da PEC da Segurança. Segundo o presidente, a proposta é necessária para permitir um enfrentamento mais efetivo ao crime organizado.


A PEC busca reorganizar o sistema de segurança e ampliar o papel da União no combate à violência, mas está parada há mais de dois meses. O texto aguarda despacho do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em meio ao desgaste na relação entre Congresso e Executivo.
Lula ainda comentou a conversa recente com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ele afirmou que o Brasil não tem preferência por nenhum país e pretende trabalhar com todos os que estiverem dispostos a colaborar com a transferência de tecnologia.

"Eu fui dizer, sim, ao presidente Trump, que o Brasil não tem preferência na sua relação internacional, política e cultural com nenhum país. O Brasil não tem preferência. O Brasil não tem preferência pela China, pelos Estados Unidos, pela Rússia, pela França, pela Inglaterra, pela Alemanha, pelo Uruguai, pelo Paraguai. Nós não temos preferência. Nós queremos trabalhar com quem queira trabalhar junto conosco e com quem queira participar da transferência de tecnologia para o nosso país."

Pela manhã, o presidente participou do lançamento centro de tratamento pra pacientes com câncer e inaugurou a nova sede do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde, dedicada à produção de medicamentos, vacinas e diagnósticos para o SUS.
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