O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou piora da função renal e elevação dos marcadores inflamatórios durante a madrugada. É o que diz o novo boletim médico do ex-presidente divulgado, no fim da manhã deste sábado (14), pelo Hospital DF Star. Segundo nota da equipe médica, ele está clinicamente estável e o tratamento continua sendo com antibióticos e hidratação por via venosa, com fisioterapia respiratória e motora, além das medidas de prevenção de trombose venosa. O hospital informou que não há previsão de alta da UTI no momento.
Bolsonaro está internado por causa de uma pneumonia aguda grave, decorrente de um episódio de broncoaspiração. A movimentação em frente ao hospital está tranquila. Pela manhã, apenas a deputada federal Bia Kicis esteve com os médicos do ex-presidente. Ela afirmou que a melhora do quadro de saúde de Bolsonaro depende da reação do organismo aos tratamentos.
"Diante dos primeiros tratamentos, das primeiras intervenções médicas com antibióticos, ele já começou a melhorar, começou a responder. Ele já tomou banho. Ontem a Michelle Bolsonaro esteve aqui à noite e deu essa notícia de que ele estava melhor, graças a Deus. Mas que ele está com infecção e que agora vai depender de como o organismo dele responde a esse tratamento".
Bia Kicis não chegou a visitar o ex-presidente, pois não está autorizada. Ela disse que Bolsonaro não tem condições de ficar na Papudinha, local onde ele cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado, e defendeu a volta dele para o regime de prisão domiciliar.
Nas redes sociais, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, disse que o ex-presidente passou a madrugada indisposto, mas já conseguiu comer e teve baixa na febre.
Bolsonaro foi trazido para o hospital na manhã dessa sexta-feira (13), depois de passar mal durante a madrugada na Papudinha. Ele chegou à unidade com falta de ar, febre alta, calafrios, sudorese e queda da saturação. Segundo os médicos, os exames confirmaram broncopneumonia bacteriana bilateral, considerada a mais grave entre os episódios enfrentados pelo ex-presidente nos últimos meses. A equipe explicou que a idade do paciente, de 70 anos, somada ao histórico clínico e às complicações digestivas, aumentam o risco de novas broncoaspirações e de agravamento do quadro respiratório.
A infecção teria sido provocada pela aspiração de conteúdo do estômago para os pulmões. O tratamento com antibióticos pode durar entre sete e 14 dias. O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, autorizou que apenas a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, os filhos e a enteada permaneçam como acompanhantes no hospital.
A defesa de Bolsonaro cobrou, em nota, a transferência do ex-presidente para o regime de prisão domiciliar. A defesa argumenta que o sistema prisional não tem condições de oferecer os cuidados médicos necessários e afirma que o risco de agravamento da saúde já havia sido alertado em laudos anteriores.
Nas redes sociais, o filho de Bolsonaro, senador Flávio Bolsonaro, realizou, junto a fiéis do ex-presidente, 6 horas de jejum e oração nesta madrugada, em prol da melhora da saúde de Bolsonaro. Nossa equipe continua acompanhando o estado de saúde do ex-presidente.