Foto: Ascom/PC-PI

Atualizada às 16h10
A Justiça do Piauí converteu a prisão temporária de Douglas Fonseca em prisão preventiva. A decisão foi assinada nesta sexta-feira (17) pelo juiz Manfredo Braga Filho, da Central de Inquéritos do Tribunal de Justiça do Piauí (TJPI), no mesmo dia que a defesa de Douglas conseguiu um habeas corpus da prisão temporária com a desembargadora Maria do Rosário de Fátima Martins.
Com a decisão judicial de tornar a temporária em preventiva, a prisão do CEO DF Group é mantida. De acordo com o mandado, a prisão é necessária para garantir a ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal.
O empresário foi preso sob suspeita de integrar um grupo investigado por estelionato que teria movimentado cerca de R$ 100 milhões em apenas dois anos.
Além de Douglas Fonseca, outras dez pessoas foram presas, suspeitas de estelionato qualificado por fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Durante a operação da PC-PI, foram apreendidos veículos e relógios de luxo, além de armas de fogo, documentos, contratos e outros materiais que serão analisados pela investigação. A empresa teve suas atividades suspensas e suas contas bloqueadas.
De acordo com informações da Secretaria da Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), além de Douglas mais nove pessoas permanecerão presas. Um dos investigados que continua foragido, também teve a prisão decretada.
As investigações continuam com o objetivo de identificar todas as circunstâncias dos fatos, localizar eventuais envolvidos e vítimas, e assegurar a responsabilização dos autores, que são suspeitos de praticar estelionato qualificado por fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de capitais.
O esquema
De acordo com as investigações da PC-PI, o grupo atraía investidores prometendo rentabilidade de até 10% ao mês, percentual considerado incompatível com o mercado financeiro. Além disso, a empresa não possuía autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para atuar no mercado de capitais.
Deflagrada no último dia 10 de julho, a operação resultou na prisão de dez pessoas e na apreensão de veículos, armas de fogo, documentos, joias, relógios e outros bens. Também foi interditado um escritório utilizado pelo grupo DF Trader para a prática das atividades criminosas.
As vítimas
Inicialmente, pelo menos 70 pessoas denunciaram ter sido vítimas do grupo apenas em Teresina, mas a PC-PI acredita que o número deve ser ainda maior com a ampla divulgação do caso. Os boletins de ocorrência podem ser registrados em qualquer delegacia, diretamente na Secretaria de Segurança Pública ou pelo WhatsApp 0800 086 0190.
Além disso, a PC-PI orientou as pessoas que se consideram vítimas da empresa DF Trader a preencherem um formulário eletrônico, disponível AQUI, para auxiliar nas investigações sobre o caso.