Imagens de uma câmera de segurança registraram o momento da forte explosão que matou um adolescente de 17 anos, na zona rural de Simões. O caso aconteceu nessa quinta-feira (10), enquanto Francisco Gustavo Salviano de Sousa estava em uma garagem onde realizava reparos em uma motocicleta.
No vídeo, é possível ver uma grande quantidade de fumaça tomando conta do local. A imagem mostra pessoas correndo assustadas enquanto a fumaça fica cada vez mais densa. Gritos também são ouvidos durante a movimentação provocada pela explosão.
Segundo a Polícia Civil, Francisco Gustavo estava sozinho na garagem quando ocorreu a explosão, seguida de incêndio. As chamas atingiram a estrutura do imóvel e duas motocicletas que estavam no local.
O adolescente morreu ainda no local e o corpo apresentava sinais de carbonização.
Causa da explosão ainda é investigada
Foto: Reprodução/PCPI
O delegado Juarez Paiva informou ao Cidadeverde.com que ainda não é possível determinar o que provocou a explosão. A perícia recolheu uma amostra de líquido com características semelhantes às de gasolina, que será submetida a exames.
Durante a perícia, também foram encontrados recipientes plásticos e garrafas PET derretidos. Segundo informações repassadas à Polícia Civil por populares, havia suspeita de que o local fosse utilizado para armazenar e comercializar combustível. A relação entre esse material e a explosão, no entanto, ainda não foi confirmada.
O tenente Sousa Júnior, do Corpo de Bombeiros de Picos, alertou para os riscos desse tipo de armazenamento. Segundo ele, garrafas PET não são apropriadas para guardar líquidos inflamáveis, porque o material pode se degradar com o tempo e ser corroído pelo combustível.
“A orientação do Corpo de Bombeiros é para que o armazenamento de líquidos inflamáveis no interior de residências seja evitado a todo custo”, afirmou.
O militar também destacou que o armazenamento inadequado pode aumentar o risco de incêndios e explosões, além de oferecer riscos à saúde.
“É um material inapropriado para o armazenamento do líquido inflamável”, explicou.
As circunstâncias da morte de Francisco Gustavo e a origem do material encontrado no imóvel continuam sendo investigadas pela Polícia Civil. A conclusão da perícia deve ajudar a esclarecer o que provocou a explosão.