O ensino da robótica tem ampliado o interesse de estudantes por ciência, tecnologia e inovação em escolas da rede estadual do Piauí. No CETI Professora Júlia Nunes Alves, na zona Sudeste de Teresina, os alunos transformam o aprendizado em projetos voltados para a solução de problemas do cotidiano.
Entre as iniciativas desenvolvidas na unidade está um rastreador solar criado por estudantes do Ensino Médio para aumentar a eficiência da captação de energia solar.
A estudante Layla Bianca, da 2ª série do Ensino Médio, participou da construção do projeto e explica que a tecnologia pode ter diversas aplicações.
“A principal utilidade dele é aumentar a produção de energia como rastreador. Também pode ajudar na irrigação de campos e plantações, porque existem regiões muito secas. Então, o nosso objetivo é ajudar nesse âmbito”, explicou.
Outro projeto apresentado pelos alunos é um protótipo de geração de energia eólica. A estudante Mayrlla da Rocha demonstrou o funcionamento do equipamento, que transforma a força dos ventos em energia elétrica.
“O Ventus Tec é um protótipo de energia eólica. Nele, a gente pega a energia eólica e transforma em energia elétrica. A gente também tem duas turbinas que ainda estão em estudo e que transformam a energia do vento em energia elétrica”, destacou.
As duas estudantes estão entre os exemplos de jovens que tiveram a rotina escolar impactada pelo contato com a robótica e as novas tecnologias.
A aplicação prática do conhecimento também está presente na horta da escola, que funciona com um sistema inteligente de irrigação baseado em sensores de umidade. O projeto foi desenvolvido por alunos e professores e alia teoria e prática, incentivando o aprendizado voltado para a inovação.
Para o professor Antônio Rodrigues, a robótica contribui para o desenvolvimento de habilidades em diferentes áreas do conhecimento.
“A robótica é importante para esses alunos não apenas em física e matemática, mas também em humanas, história e geografia. É importante que eles, quando vão desenvolver algum evento ou projeto, entendam o contexto histórico, seja qual for o assunto”, ressaltou.
Com a oportunidade de aplicar os conhecimentos em projetos reais e utilizar recursos tecnológicos como impressoras 3D, muitos estudantes passaram a enxergar a escola de forma diferente. O ambiente se tornou mais atrativo e conectado às profissões do futuro.
“Para falar a verdade, eu não imaginava que a robótica era algo tão grande. Antes de chegar à escola, eu não tinha contato com a robótica de forma alguma. Quando tive o meu primeiro contato, pensei: ‘Meu Deus, como consegue ser algo tão diverso e tão legal?’. É uma área com a qual eu gosto de trabalhar e, como a gente desenvolve os projetos com os professores e os colegas, tudo se torna mais divertido, interativo e interessante”, finalizou Mayrlla da Rocha.