VITIMA MANDOU MENSAGENS PELO WHATSAPP ANTES DE ACIDENTE NO PIAUI

VITIMA MANDOU MENSAGENS PELO WHATSAPP ANTES DE ACIDENTE NO PIAUI

leandro santos
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Flaviana da Silva Sousa, uma das vítimas do acidente entre um ônibus da empresa Transbrasiliana e um caminhão-tanque na última segunda-feira (15) na BR-316, mandou uma mensagem para a prima pouco antes da colisão que deixou pelo menos sete mortos. A mensagem em um aplicativo no celular foi enviada as 9h48, cerca de 25 minutos antes do horário que o Grupo Tático Aéreo do Piauí (GTAP) afirma ter sido acionado pelo Corpo de Bombeiros para comparecer ao local da batida.Lela, como Flaviana era carinhosamente chamada, respondeu mensagem da prima (Foto: Gustavo Almeida/G1)Lela, como era carinhosamente chamada, respondeu mensagem da prima (Foto: Gustavo Almeida/G1)A vítima havia saído da cidade de Riachão, no interior do Maranhão, na noite do dia anterior com destino a Teresina. Ela tinha ido passar os dias de folga do trabalho com familiares que residem no município maranhense. A prima Solange Gomes da Silva, com quem Flaviana passou boa parte do tempo durante o período, enviou uma mensagem as 9h36 perguntando se ela já havia chegado. Minutos depois, as 9h48, ela respondeu dizendo que ‘ainda não’. De acordo com o GTAP, a equipe foi acionada precisamente às 10h13, o que presume o horário do acidente como logo após a última comunicação entre as primas.
Até a manhã desta quarta-feira (17), o corpo de Flaviana ainda não havia sido identificado pelo Instituto de Medicina Legal (IML). Material biológico do pai da vítima, do filho dela e do ex-marido foi colhido para a realização de exames de DNA e a previsão é de que o resultado deva sair em no mínimo 30 dias. Sem poder velar o corpo, a angústia dos familiares continua. Na casa da família diversos amigos e parentes não param de chegar.Parentes vieram do Maranhão dar força aos pais e ao filho de Flaviana (Foto: Gustavo Almeida/G1)
Maria Lúcia Silva, 45 anos, é tia de Flaviana e assim que soube da tragédia com a sobrinha providenciou a vinda para Teresina. Durante os dias de folga no Maranhão, Flaviana ficou na casa dela e estava bastante feliz ao lado dos parentes. “Ela estava muito alegre e tudo que ela pedia a gente fazia. Nós íamos para as cachoeiras com ela. Não sei nem o que dizer com isso ter acontecido”, falou a tia.
Ela conta que todos os parentes da pequena cidade ficaram abalados ao saber do acidente. “Ficou todo mundo chocado. Se pudessem teriam vindo todos correndo pra cá”, falou. Durante o deslocamento para Teresina, os familiares maranhenses pararam no local da colisão, no município de Monsenhor Gil. “Não sei nem o que senti quando paramos ali. Era uma pessoa tão jovem, não sei o que dizer”, disse Maria Lúcia.

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