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As construções são irregulares e as ligações de água e energia elétrica clandestinas. Mas o principal problema é que os imóveis podem cair a qualquer momento. São casas erguidas ao lado de um morro próximo ao residencial Padre Pedro Balzi, construídos para famílias que viviam em áreas de risco. Com o período chuvoso, a encosta pode desabar e os ocupantes perderem tudo.
Para evitar maiores danos, a Defesa Civil de Teresina (PI) monitora 50 áreas de risco e tem 170 famílias inseridas em programas de habitação e acolhimento desde o início de 2016. Mas a proximidade do período chuvoso na capital aumenta o alerta para que mais pessoas precisem deixar seus imóveis e precisem de ajuda.
"Que é perigoso, é", admite uma ocupante. "O pessoal está aqui porque necessita, porque não tem onde morar", afirma outro morador.
Entre janeiro e abril de 2017, a expectativa é que o número de atendimentos cresça. E apesar das primeiras chuvas de dezembro não terem sido intensas, a Defesa Civil avalia que elas conseguiram provocar alguns estragos.
As famílias assistidas pela Prefeitura de Teresina contam com pagamento de aluguel de outra casa, ajuda de custo para a residência acolhedora, cestas básicas e/ou produtos de limpeza, dependendo de cada caso. Mas há um prazo para que a situação delas seja resolvida. A legislação prevê que em um ano elas tenham um destino definido.