titular da Delegacia de Homicídios, o delegado Francisco Costa, o Baretta, afirmou que pelo menos cinco testemunhas confirmaram a versão de Daiane Caetano, mãe da menina Emile Caetano, de que o carro da família estava parado no momento em que foi alvejado por policiais militares, no dia 26 de dezembro. A menina de 9 anos morreu após ser socorrida. O pai, o cantor Evandro Costa, foi atingido na cabeça e perdeu a audição do ouvido esquerdo.
“O que é mais grave é que o carro estava parado no momento dos tiros. Essa versão foi apresentada pela dona Daiane e por nós confirmada através dos depoimentos de cinco ou seis pessoas”, afirma o delegado Baretta.
Baretta explica que o correto seria os policiais se posicionarem atrás do veículo e dar ordem para que o motorista saísse do carro. “Qual a primeira regra que a gente aprende nos manuais da polícia? Preservar a vida e depois aplicar a lei. Até o pior criminoso, se for possível ele fugir eu vou deixar fugir e depois eu prendo ele. Mas não vou matar”, comentou o delegado.
O pai de Emile Caetano, o músico Evandro Costa, e as duas irmãs da menina que também estavam no carro, uma de oito anos e outra de oito meses, foram levadas ao Instituto Médico Legal para passar por exames de corpo de delito nesta terça-feira (2).