— Recebi parabéns de todos os meus colegas, inclusive o Cabral, por ter conseguido minha soltura por unanimidade (na 7ª Câmara Criminal). Fui muito bem tratado, com muito respeito, por todos eles — afirmou Dênis.
Segundo o médico, que responde na Justiça pelo homicídio da bancária Lilian Quezia Calixto de Lima, ele aconselhava colegas de cela que reclamavam de algum desconforto ou dor.
— Se estudei e tenho conhecimento para pegar ritmo cardíaco, pressão, saber se alguém está sentindo dor, tenho que ajudar. Não eram atendimentos, mas avaliações. Lá, não tem médicos dentro da unidade. O atendimento é precário. Por isso, aconselhava a procurarem a UPA (Unidade de Pronto-Atendimento, para onde são levados os presos doentes). Ninguém queria ir para a UPA, mas dizia que podia ser importante. Se um preso tinha enjoo, queda de pressão abrupta, já era um sinal de que essa pessoa precisava de um hospital. Essa avaliação inicial pode ser a diferença entre a vida e a morte, e pude ajudar meus amigos dessa maneira — diz Dênis, que ficou numa cela que comportava até seis presos.
O médico também se defendeu da acusação de que foi o responsável pela morte da bancária. De acordo com o médico, o procedimento feito em Lilian não precisava ter sido feito num hospital.