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15 de mai de 2019

Estudantes e professores vão às ruas em ato contra corte de recursos

Centenas de alunos, professores e representantes de sindicatos foram às ruas nesta quarta-feira (15). A manifestação faz parte do protesto contra o bloqueio de recursos das universidades e institutos federais, anunciado pelo Ministério da Educação. Os manifestantes estão reunidos em frente ao INSS e devem seguir em protesto até o Palácio de Karnak.

O ato é nacional e marca a greve geral dessas instituições. Patrícia Andrade, representante do CSP Conlutas, enfatiza que a Reforma da Previdência, proposta pelo Governo de Jair Bolsonaro, ataca diretamente à Educação, aos professores e à classe trabalhadora como um todo. Além disso, ela pontua o descaso do governo com a educação pública ao anunciar o corte de 30% dos recursos das universidades e institutos federais do País.

A manifestação se concentrou em frente ao INSS e o ato deve seguir até o Palácio de Karnak (Fotos: Lalesca Setubal)
“O governo cortou também o recurso da educação básica, da creche, da educação infantil até a pós-graduação. Por conta disso, no País todo, estamos promovendo essa grande greve geral, parando, ocupando as ruas e mostrar para o presidente Jair Bolsonaro que ele deve reverter esses cortes e que a Reforma de Previdência não vai passar”, comenta.
A estudante do curso de Letras Inglês da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Ana Clara, está participando da manifestação e destaca a importância de todos se mobilizarem em prol da Educação. “É da universidade que sai todas as pesquisas e progressos que temos no Brasil e a força do estudo está presente nas universidades. Eu não concordo com esse corte, é um absurdo”, disse.
Paulo Sérgio, estudante do curso de Arqueologia da UFPI também está acompanhando a manifestação e lembra que importância deste ato e que todos devem integrar o movimento e ser contra o corte dos recursos das universidades e institutos federais. Ele enfatiza que esse bloqueio comprometerá o estudo e a pesquisa.
A estudante Luzia Freitas, também do curso de Arqueologia da UFPI, lembra que o corte dos recursos irá afetar diversos setores das universidades. Na UFPI, um dos mais prejudicados será o Hospital Universitário, que foi de 100%, assim como o corte geral para as universidades, que foi de 30%.
“O nosso curso precisa de muita prática e se já não tinha transporte para fazermos as aulas práticas, com esse corte tudo ficou ainda mais complicado. Não somente o nosso curso, mas diversos outros precisam de laboratórios para desenvolver pesquisas, pois é disso que a universidade vive, mas com esse corte vai ficar impossível fazer pesquisa. A ciência vai parar, a educação vai parar e a universidade vai parar”, salienta.
O Sinte (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Piauí) também está presente na manifestação e chama atenção do Governo do Estado com relação ao reajuste da categoria. Paulina Almeida, representante do Sinte comenta que até o momento o governo ainda não se manifestou.
“O governo tem dado uma resposta para a classe, que não haverá reajuste. E a gente sabe que é uma lei federal, que a gestão precisa ter esse compromisso de colocar esse reajuste no contracheque dos trabalhadores desde o mês de janeiro. Acreditamos que o governo tem praticado insensatez, tem praticado má gestão e tem má vontade de valorizar os profissionais da educação. Dessa forma, continuarem em luta, para que o governo do Estado possa respeitar os trabalhadores em Educação”, frisa.

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