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14 de ago de 2019

A Crise na Argentina segura a indústria no Brasil



A crise na Argentina já está tendo pesados reflexos no Brasil: as exportações para lá caíram 40% nos sete primeiros meses do ano, comparativamente a igual período do ano passado, segundo o Ministério da Economia. E a situação pode se tornar mais complicada, após a vitória da chapa de esquerda - de Alberto Fernández e Cristina Kirchner - nas primárias presidenciais realizadas no último domingo.

Crise na Argentina segura a indústria no Brasil
A reação no mercado financeiro foi imediata. O peso argentino derreteu 19,1% desde a sexta-feira e deve pressionar ainda mais a economia enfraquecida.

Segundo o banco de investimentos Itaú BBA, a incerteza eleitoral e a instabilidade financeira vão ter impactos negativos sobre a demanda doméstica argentina e pressionar mais a inflação. Na semana passada, o banco de investimentos projetava que o PIB argentino fecharia este ano em baixa de 1,4% e a inflação bateria nos 40%.

“A recessão na Argentina está fazendo com que o país perca espaço na pauta de exportações do Brasil”, diz Lia Valls, pesquisadora associada do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV). A participação no total caiu de 5,14%, em 2018, para 4,17%, em 2019.

E quem mais sente são as fábricas. O país vizinho é um dos principais clientes dos produtos industrializados. No acumulado de 12 meses, o setor enfrenta uma retração de 0,8%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É um desempenho que não se repetia desde julho de 2017".

"Um dos segmentos mais afetados é o automobilístico. Por lá, a Honda já anunciou que deixará de fabricar carros a partir do ano que vem. O foco ficará na produção de motos. Por aqui, as exportações de carros de passeio para o país vizinho caíram pela metade em um ano. As de veículos comerciais caíram ainda mais: 72,8%.

A Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) projeta uma queda de 28,5% nas exportações em 2019. Isto está contribuindo para a redução no ritmo de crescimento da produção das montadoras. Segundo o IBGE, nos 12 meses encerrados em junho, a expansão foi de 5,6%, a menor desde julho de 2017".
Fonte: Gazeta do Povo

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