Biólogos do Instituto Tartarugas do Delta encontraram vestígios de manchas de óleo no organismo de tartarugas marinhas-verdes encontradas mortas nas praias do litoral piauiense nos últimos dias. Foram pelo menos 11 animais achados sem da última sexta-feira (11) até hoje e só ontem foram cinco. Mas como em alguns casos o estado de decomposição da carcaça já estava avançado, os biólogos só conseguiram fazer os exames em três destes animais.
Destes três animais que passaram por necrópsia, em dois foram encontrados vestígios de óleo no intestino, o que leva a crer que as tartarugas ingeriram algas contaminadas. Estes animais foram localizados em Luís Correia, na praia do Barro Preto. A informação foi repassada pela bióloga e vice-presidente do Instituto Tartarugas do Delta Werlanne Magalhães. A entidade, junto com a Capitania dos Portos, o ICMBio e a Secretaria Estadual do Meio Ambiente, tem feito o monitoramento das praias piauienses onde foram detectadas manchas de óleos.

Foto: Instituto Tartarugas do Delta
“Nós não conseguimos identificar macroscopicamente onde estão tendo essas contaminações, o que torna as coisas ainda mais complicadas e a situação mais grave. Não podemos visualizar a olho nu e a preocupação no momento é fazer com que esses animais e as pessoas mesmo evitem o contato com esse material”, explicou Werlanne.
Até o momento, a Capitania dos Portos detectou a presença de manchas de óleo em seis praias piauienses. Em todo o Brasil, já há registros de contaminação em 72 cidades nordestinas, tendo, nos últimos dias, a mancha de óleo chegado até as proximidades do Rio São Francisco.