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25 de mar. de 2020

Ministério da Saúde fará 22,9 milhões total de testes para novo coronavírus



Diante do avanço do coronavírus no país, o Ministério da Saúde ampliará para 22,9 milhões o total de testes disponíveis para diagnóstico.

O volume, que deve ser anunciado nesta terça-feira (24), engloba a aquisição de testes rápidos e laboratoriais diretamente pela pasta ou por meio de parcerias público-privadas, além de doações.

O governo tem sofrido pressão para ampliação da testagem de possíveis casos da Covid-19. O número atual de testes já distribuídos a laboratórios dos estados é de 30 mil, montante considerado insuficiente.

Nos últimos dias, a pasta vem ampliando progressivamente os anúncios de oferta de testes à população.

Inicialmente, o ministério anunciou que planejava oferecer 1 milhão de testes. Em seguida, subiu o número para 2,3 milhões. No sábado (22), passou a 10 milhões. Agora, serão 22,9 milhões.

De acordo com o ministério, 12,9 milhões desse novo total fazem parte de uma primeira etapa que inclui uma nova leva de testes laboratoriais que usam a técnica de PCR e os primeiros testes rápidos a serem disponibilizados a profissionais de saúde e da área de segurança.

A análise dos testes com a técnica PCR dura de 1h30 a 4h e investiga material genético do vírus. Já os testes rápidos, que levam de 10 até 30 minutos, miram na detecção de anticorpos.

Parte dos testes rápidos foi adquirida pela Fiocruz e será importada da China. A estratégia de aplicá-los inicialmente em profissionais de saúde tem como objetivo garantir que funcionários da rede com sintomas tenham acesso a diagnóstico rápido.

Há duas estratégias possíveis. Na primeira, profissionais devem ser testados no oitavo dia após o registro de sintomas e recomendação de isolamento. Na segunda, eles passam por testes diários até o oitavo dia.


Ministério da Saúde ampliará para 22,9 milhões total de testes para novo coronavírus. Agência Brasil



A definição considera as limitações dos testes rápidos, que precisam seguir protocolos para serem eficazes. O motivo é o fato de que o corpo demora de quatro a cinco dias para produzir anticorpos detectáveis pelos testes rápidos.

Segundo fontes do ministério, dependendo dos resultados em profissionais de saúde e segurança, o material poderá ter aplicação estendida para parte da população -como em estratégias específicas para conter surtos, garantindo o isolamento de casos confirmados.

Esse material deve ser começar a ser entregue até o dia 30 deste mês. Também entram na conta total de exames disponíveis no Brasil os testes laboratoriais produzidos pela Bio-manguinhos e um volume de testes rápidos importados pela Vale.

Apesar da ampliação, representantes da pasta dizem que o volume ainda não deve ser suficiente para atender toda a população que poderá apresentar sintomas.

Por isso, o ministério deve manter por algum tempo a opção de testar apenas casos graves sugestivos de Covid-19, como pacientes internados em hospitais. O governo também vai analisar amostras de casos leves de gripe coletadas em unidades de saúde sentinela, para verificar a circulação do vírus. O número dessas unidades deverá aumentar e passar de 168 para 500 em até três meses.

A oferta de testes, no entanto, poderá ser ampliada ainda mais em uma segunda fase. Nessa etapa, a ideia é ampliar a testagem para de 30 mil a 50 mil testes por dia, num momento em que "postos volantes" do tipo "drive-thru" sejam instalados em cidades acima de 500 mil habitantes. Não há previsão de ampliação em cidades menores.

Para isso, o ministério negocia a compra de 10 milhões de testes do tipo PCR de empresas privadas.

Se os postos saírem do papel, pessoas com sintomas poderão ir a pé ou de carro para serem testadas. O plano é fazer a testagem por meio da instalação de máquinas automatizadas para análise de amostras de exames PCR, o que aceleraria a verificação. As máquinas devem ser fornecidas em negociação com empresas privadas. O custo estimado de cada uma é de R$ 2 milhões.

Na tarde desta terça (24), o ministério detalhou a origem dos testes. Segundo eles, até o dia 30 de março serão entregues pela Fiocruz dois milhões de testes tipo PCR e três milhões de kits de sorologia. Até a mesma data também está prevista uma doação de 600 mil testes de laboratório pela Petrobras.

Depois, o ministério afirma que a Fiocruz fará mais 1 milhão de testes PCR ao longo de 3 meses e que a iniciativa privada deve contribuir com 1,3 milhão de kits, sendo 440 mil no início de abril. Os outros 10 milhões de testes PCR devem ser adquiridos por compra pública.

Já os testes sorológicos, além dos 3 milhões da Petrobras, devem receber reforço de 5 milhões de doação da Vale. Ao contrário do que havia informado no sábado (21), de que esse lote começaria a chegar ainda nesta semana, nesta terça o ministério afirmou que não há prazo para a aquisição destes exames.

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Fonte: Folhapress

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