Atualizada às 12h32
Os empresários do setor do comércio e da indústria da construção civil fizeram, na manhã desta quinta-feira (28), na frente da Prefeitura de Teresina, no Centro da capital piauiense, protesto pela retomada das atividades econômicas, paralisadas há 70 dias por causa do isolamento social estabelecida para reduzir os impactos da pandemiado coronavírus.
A manifestação foi convocada pela Federação do Comércio do Estado do Piauí (Fecomercio) e pelo Centro Empresarial do Estado do Piauí.
“Estamos há mais de 70 dias com tudo fechado e ainda não temos uma posição do governo de quando isso vai acabar, os empresários querem abrir seus negócios e pedem um diálogo com o governo do Estado e a prefeitura de Teresina”, disse Valdeci Cavalcante.
O vice-presidente do Sindicato das empresas da Construção Civil, André Baía, disse que os empresários estão reivindicando um diálogo do setor público com a iniciativa privada. Ele também critica o isolamento social feito no Estado.
“É preciso cuidar da saúde das pessoas sim, mas o isolamento social da forma como está sendo feito no Piauí está errado”, falou André Baía.
Governador do Piauí se posiciona
Após os atos na Prefeitura de Teresina e no Palácio de Karnak, no centro de Teresina, O Governador Wellington Dias disse em suas redes sociais, que compreende a angústia e os prejuízos econômicos, pelo setor público também recebo os reflexos e sei do impacto social. Segundo ele, a volta desordenada, por outro lado, é o caminho da morte para dezenas de pessoas. Parecem duas coisas e não são. “O vírus que causa a doença COVID-19, que não tem vacina e nem um remédio específico, é o inimigo comum, da Saúde e da economia. Estamos, com responsabilidade, tratando da retomada, e com os protocolos já bem andados e dialogando com empreendedores e trabalhadores”, escreveu em sua conta no Twitter.
O líder do executivo estadual questionou em seguida sobre a aglomeração na manifestação e disse que além dos empregadores, se preocupa com os trabalhadores. “Quantos trabalhadores estavam na manifestação? Me preocupo com empreendedores, mas também com os trabalhadores. Olhando para o Brasil, o Piauí teria cerca de 850 óbitos se não tivéssemos adotado as medidas que adotamos, evitamos mais de 700 mortes. Quanto vale uma vida?”, finaliza.
