Cresce a esperança de que anúncio de 2010 aconteça agora - Barra d Alcântara News

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10 de ago. de 2020

Cresce a esperança de que anúncio de 2010 aconteça agora


Há exatos dez anos, em 10 de Agosto de 2010, a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou o fim da pandemia de gripe suína, denominada oficialmente gripe A (H1N1). Esse anúncio só ocorreria 14 meses depois de a própria instituição ter declarado o nível máximo de alerta pela aparição do vírus. Segundo balanço da OMS, a gripe matou 18.449 pessoas em 214 países e territórios. O vírus começara a ser disseminado em junho de 2009 e rapidamente se espalhou pelo mundo, firmando-se como a primeira grande pandemia do século 21. 

O anúncio de que "o mundo não está mais na fase seis de alerta pandêmico e passamos para a fase pós-pandêmica", feito à época pela diretora geral do organismo, Margaret Chan, trouxe justificado alívio ao mundo. Quase um ano antes, em Setembro de 2009, um laboratório suíço havia anunciado êxito na produção de vacina contra o vírus H1N1, sendo possível, após a conclusão de todos os testes, ser iniciada a imunização humana quase que imediatamente. 


No período pós-pandemia, conforme alertou Margareth Chan, no seu comunicado de Agosto de 2009, o vírus continuaria circulando por mais alguns anos. A diferença é que, em vez de um grande número de contaminações em uma ampla área, o vírus A (H1N1) circularia, agora, como um vírus da gripe comum sazonal e não é mais a forma dominante de influenza. 


Mundo aguarda vacina para Covid-19

A diretora-geral da OMS chamava a atenção para o fato de que a pandemia acabara sendo muito menor do que o previsto um ano antes, em razão de que o vírus não sofreu mutação para uma forma mais letal e nem houve resistência em grande escala ao medicamento (oseltamivir) utilizado para combatê-lo. 

Passada uma década do término oficial da pandemia da H1N1 - que no Brasil, em 2009, matou 2.060 pessoas e deixou 50.482 infectadas -, nosso país já ostenta mais de 100 mil mortes ( 101.136 registradas até 09/08/2020) pela nova pandemia do Covid-19, uma marca espantosa que já é quase seis vezes maior do que todas as mortes ( 18.449) ocorridas nos 214 países e territórios afetados no mundo. 



Em todo o planeta, a pandemia do H1N1 infectou 1.632.710 pessoas. No Brasil, com seus mais de 100 mil mortos, o número de pessoas infectadas passa dos três milhões (mais precisamente 3.035.582, em 09 de Agosto/2020, conforme boletim do Ministério da Saúde), um número já próximo do dobro de todos os infectados no mundo pela chamada gripe suína. 

Embora a Covid-19 venha se estabilizando, tanto em relação à média móvel dos casos de infecção e mortes, quanto na velocidade da transmissão e na sua letalidade, o Brasil ainda não tem qualquer segurança quanto ao advento prático e efetivo de um modo de contenção da doença. E no mundo da ciência permanece o convencimento de que só alcançaremos imunização dessa moléstia mediante a aplicação de uma vacina devidamente testada e cientificamente aprovada. 


As esperanças parecem estar todas depositadas no avanço de pesquisas que resultem na descoberta de uma vacina eficaz, que possa de fato imunizar. Isso permite visualizar um cenário positivo para um futuro próximo, embora não se saiba exatamente que laboratório ou país logrará êxito real na produção da vacina, passadas todas as fases de testes em humanos. 

Se o Brasil for capaz de largar de lado disputas políticas e ideológicas em torno do país de origem na descoberta e produção da vacina, se China, Inglaterra, ou qualquer outra nação, certamente estaremos mais próximos de encontrar o caminho e, assim, impedir que milhares de brasileiros continuem morrendo ou sendo contaminados pela doença.

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