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19 de ago. de 2020

Jornalista monitorou investigações e orientou depoimentos de testemunhas, diz a Policia


A Polícia Federal realizou entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (18) para esclarecer informações relacionadas a operação Acesso Negado, que resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão e na prisão do jornalista Tony Trindade. O jornalista é apontado como autor de estratégias que beneficiaram investigados da operação Delivery, que apura desvios de recursos da Educação no município de União.

De acordo com a PF, o jornalista realizava o monitoramento ilegal de informações e teria antecipado etapas da operação aos alvos, além de ter orientado o depoimento de testemunhas. 

“O jornalista estava realizando monitoramento diários das investigações, estava obtendo informações de caráter sigiloso, onde só seria possível através de acesso ao processo judicial, que tem caráter sigiloso. Ele também se reunia com testemunhas para orientá-las a apresentar depoimentos convergentes, o que demonstra claramente a intenção de manipular”, explicou o delegado Alan Reis, que coordenou a operação de hoje. 

Ainda de acordo com a PF, o grupo acusado de interferência nas investigações soube de forma antecipada da data da realização de uma das etapas da operação. “Uma situação peculiar que ocorreu é que na data que protocolamos os pedidos à Justiça, nessa mesma data os investigados foram informados que haveria uma operação, prejudicando bastante o trabalho policial”, disse o delegado. 

O jornalista Tony Trindade deve ficar preso preventivamente, por tempo indeterminado. A Polícia Federal acredita na possibilidade de interferências no decorrer das investigações. 

“A prisão preventiva é um instituto jurídico que não tem prazo. Visa garantir a ordem pública e a instrução criminal. Diversos elementos de prova estão sendo analisados. Corre o risco do investigado ser reincidente e atrapalhar mais ainda as diligências que estão em curso. Enquanto perdurar a investigação, o investigado ficará preso preventivamente”, informou o delegado Alan Reis.

Durante a coletiva, a superintendente da Polícia Federal no Piauí, Mariana Paranhos, ressaltou a gravidade das acusações. Segundo ela, o objetivo da operação Acesso Negado não é prejudicar a prática jornalística, mas coibir interferências em trabalhos de investigação sigilosos. 

“Esse vazamento de operações sigilosas coloca em risco a vida e a integridade física em cada uma das etapas de investigação, por isso deve ser fortemente coibido”, disse Mariana Paranhos. 

Durante a operação Acesso Negado, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, em Teresina e Monsenhor Gil, e um mandado de prisão, contra o jornalista Tony Trindade, em Teresina. 

Fonte: cidadeverde

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