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8 de jan. de 2021

São Paulo endurece quarentena e quatro regiões vão para fase laranja



O governo paulista atualizou o Plano São Paulo nesta sexta (8) e as regiões de Marília, Sorocaba, Registro e Presidente Prudente irão para a fase laranja da quarentena.

Antes, todo o estado estava na fase amarela, com exceção de Presidente Prudente, que estava na fase vermelha desde 22 de dezembro


Dessa forma, três regiões retrocederam e Prudente avançou. A próxima atualização será no dia 5 de fevereiro. 


Apesar da regressão, o governo paulista ampliou as atividades permitidas na fase laranja.

Todos os setores poderão continuar a funcionar durante esse estágio, algo que só era possível, anteriormente, a partir da fase amarela. 

"Estamos atualizando a gestão do Plano São Paulo de maneira a permitir o funcionamento de todos os estabelecimentos econômicos e todas as atividades também na fase laranja. Esse é um voto de confiança a população, a quem está fazendo seu trabalho, mas que exige enorme responsabilidade", disse a secretária de Desenvolvimento Econômico, Patricia Ellen. 

Com a alteração, bares, restaurantes, salões de beleza, academias, parques, eventos culturais com público sentado e controle de acesso, museus, galerias, cinemas e teatros poderão continuar a funcionar na fase laranja. 

Critérios

O secretário de Desenvolvimento Regional, Marcos Vinholi, disse que a ocupação de leitos foi o que colocou as regiões de Marília, Presidente Prudente e Sorocaba na fase laranja. Para permanecer na fase amarela, elas deveriam ter até 70% de ocupação, mas atualmente, têm 75,8% (Marília), 74,5% (Prudente) e 74,1% (Sorocaba). 

Para Registro, foi a quantidade de óbitos a cada 100 mil habitantes, que deveria ficar em até oito para se manter na fase amarela. A região, que fica no Vale do Ribeira, tem 9,3. 

Essa regressão já era esperada pelo Centro de Contingência da Covid-19, dado o aumento de casos, mortes e hospitalizações no estado desde novembro. 

De acordo com o secretário de Saúde do estado, Jean Gorinchteyn, 90% da população paulista está na fase amarela, enquanto 10% estão sob regras mais restritivas.

"A fase laranja é a garantia que temos de não promover uma ocupação intensa dos leitos de terapia intensiva de forma abrupta, impedindo a desassistência da nossa população", disse. 

De acordo com Gorinchteyn, o retrocesso pode ser atribuído a uma minoria que desrespeita as orientações de saúde. 

"A pandemia recrudesceu por culpa de poucos, que, infelizmente, impactaram as estatísticas, poucos que não respeitaram as normas sanitárias", disse. 
Aglomeração na região da 25 de março, em São Paulo, durante a pandemia da Covid-19Foto: Cris Faga/Estadão Conteúdo (14.dez.2020)

No início desta semana, o estado atingiu o maior número de pacientes internados em decorrência da Covid-19 desde agosto de 2020. 

A atualização estava prevista para acontecer nesta quinta-feira (7), mas, com o anúncio dos dados de eficácia da Coronavac, o governo optou por adiar a reclassificação em um dia.

A secretária Patricia Ellen, ressaltou que o anúncio do imunizante não deve desviar a atenção dos cuidados com a doença. 

"Os próximos seis meses são críticos, temos a esperança da vacina, mas também a responsabilidade de manter o controle da pandemia como tivemos em todo o ano de 2020", declarou.

Os critérios para classificação na fase verde e laranja também ficaram mais duros, informou o governo paulista. 

Antes, para avançar para a fase verde, a região precisava alcançar 40 internações e cinco óbitos a cada 100 mil habitantes nos últimos 14 dias. Agora, são 30 internações e três óbitos a cada 100 mil habitantes.

Para retroceder para a fase laranja, era necessário que a ocupação de leitos de UTI fosse de 75%. Agora, é de 70%.

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