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11 de fev. de 2021

Promotor faz novas diligências sobre caso do sargento suspeito de estuprar paciente na UPA

 Foto: divulgação FMS

O Ministério Público do Piauí (MPE) solicitou novas diligências à Corregedoria da Polícia Militar sobre o sargento da PM que foi preso em flagrante, no último sábado (6), suspeito de estuprar um paciente na UPA do Renascença, zona Sudeste de Teresina.

O promotor Assuero Stevenson, que acompanha crimes militares, devolveu o auto de prisão do sargento e solicitou que a Corregedoria ouça novamente a vítima e funcionários da UPA.  

O Ministério Público investiga se houve estupro ou importunação sexual para poder oferecer a denúncia. O promotor classificou a situação como “extremamente repugnante”. 

“A vítima em sua declaração no auto de prisão em flagrante falou que tinha sido importunado quando ele (PM) tentou apalpar as partes íntimas dele (paciente) no interior do hospital. A vítima inclusive se incomodou e saiu correndo. Uma situação lamentável independente do sexo. Pode ser homem ou mulher, não importa”, disse o promotor ao Cidadeverde.com.

O membro do MP pediu também que a Corregedoria ouça profissionais do hospital na tentativa de elucidar o que realmente aconteceu.

“Não foi ouvida nenhuma pessoa do hospital. Devolvi para que a vítima esclareça o que realmente aconteceu, pois isso muda o tipo penal. Se ele tiver feito sexo oral na vítima o crime é estupro. É um ato libidinoso. Se apalpou as partes íntimas vai pra questão da importunação sexual. Por isso eu devolvi para que a vítima esclareça”, explica.

Assuero Stevenson definiu o caso como repugnante e que merece todo tido de reprovação. “É uma coisa extremamente repugnante. Independente de sexo, independente de qualquer coisa. Você se aproveitar de uma fragilidade momentânea para abusar. Isso merece todo tipo de reprovação”, declarou.

Caso isolado

O promotor frisou que o caso é isolado e não vai macular a imagem da Polícia Militar. “Nossa polícia é boa. Se não fosse a PM os bandidos já tinham tomado de conta. Não é um fato muito isolado que vai macular a instituição”, afirmou.

PM foi preso

Em nota à imprensa um dia após o ocorrido, a PM disse que a corregedoria adotou todas as providências legais cabíveis ao caso, inclusive a detenção, autuação e condução do acusado para o Presídio Militar após lavratura dos procedimentos adequados.

O crime teria ocorrido na sala de repouso do próprio militar e foi descoberto após gritos de socorro da vítima, um paciente, do sexo masculino, que deu entrada após um acidente de trânsito.

Cidadeverde.com apurou que a vítima deu entrada por volta de 1h. Após atendimento médico, o paciente teria aguardado no corredor para ir embora quando, supostamente, foi convidado pelo PM a ficar na sala de repouso até passar o efeito da medicação. 

"O paciente não teve fratura, foi atendido e saiu caminhando. Assim que foram ouvidos os gritos, averiguamos o que era e tomamos todas as medidas cabíveis. O policiamento da UPA é subordinado ao Comando Geral da PM. Imediatamente acionamos o comando e eles vieram na mesma hora", explicou Tamara Carvalho, diretora da UPA. 

O sargento da PM já trabalha na UPA há algum tempo e, segundo a direção, não havia nenhuma denúncia formal contra ele. 

 

Hérlon Moraes
herlonmoraes@cidadeverde.com

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