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12 de abr. de 2021

Produção de peixe no Piauí é a maior do Nordeste


O Piauí é um dos poucos estados do Nordeste que possui vários rios, perenes, cortando ou passando por dentro de seu território. Os rios Parnaíba e Poti são os mais conhecidos e expressivos, é verdade. Porém, o Estado ainda conta com muitos afluentes desses dois rios e neles é encontrada uma grande variedade de espécies de peixes. Não à toa, o Piauí foi destaque no Anuário 2020 da Peixe BR, que é a Associação Brasileira de Piscicultura, que ressalta, entre outros pontos da produção de peixes, o crescimento da atividade em todo o país.


Conforme o relatório, a piscicultura piauiense apresenta um período de estabilidade e, mesmo com a crise provocada pela pandemia da Covid-19, registrou um crescimento de 3% na produção de peixes, atingindo cerca de 19,9 mil toneladas ano passado. Segundo os dados, foram produzidos 7,5 mil toneladas de tilápia, pouco mais de 9,2 toneladas de tambaqui e quase 3,2 mil toneladas de outras espécies, como: surubim, piau, curimatã, panga e carpa. Esse resultado, colocou o Estado como o quarto maior produtor nacional e primeiro na região Nordestina.




“Rio Grande do Sul, com 16,3 mil toneladas produzidas é o líder do país, seguido por santa Catarina, com 8,5 mil toneladas; e Paraná com quase 3,8 mil toneladas de peixe de outras espécies pescados ano passado”, apontou francisco Medeiros, presidente da Peixe BR, colocando o Piauí na 14ª posição geral do país, uma colocação intermediária, quanto a produção total de peixes em 2020. O líder brasileiro continua sendo o Paraná, com pouco mais de 154,2 mil toneladas produzidas ano passado, um crescimento de 18,7%.






E um dos destaques da piscicultura piauiense tem sido o peixe panga. De carne saborosa e por não ter espinhas intramusculares, esse tipo de pescado acabou caindo no gosto popular, ainda mais por que ele custa 25% mais barato que qualquer outra espécie. Em Nazária, por exemplo, distante menos de 60 km de Teresina, existem fazendas com criatórios desse tipo de espécie de peixe. Lá, em um único ponto, são produzidos mais de 350 toneladas de panga pro ano, em 50 viveiros, distribuídos em 13 açudes


“Resolvemos abraçar esse tipo de espécie, além da sua qualidade da carne e boa aceitação no mercado, pelo fato de você praticamente dobrar ou triplicar a produção em um espaço menor, tendo em vista que o panga consome o oxigênio da atmosfera e não da água mesmo, então podemos colocar mais peixes em um espaço menor, garantindo assim uma maior produção”, disse Jean Carlos, psicultor e responsável pelo projeto de Nazária.

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