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18 de set. de 2021

OMS: 1 milhão de casos de ISTs todos os dias




O Estado do Piauí, com objetivo de reduzir este número, criou Centros de Testagem e Aconselhamento (CTAs). Em Teresina, muitas pessoas procuram pelo serviço. Este é mais um tema trabalhado no Formação Saúde, da Rede Meio Norte.


Cristiana Rocha, coordenadora estadual dos CTAs, explica como funciona. “Temos CTA Estadual em Teresina, Picos, Floriano e Oeiras. Não precisa de encaminhamento médico, apenas o cartão do SUS e documento de identificação. Lá a pessoa vai ter acesso a aconselhamento e encaminhamentos. Lá é conversado sobre a prevenção, além das vulnerabilidades”, explica.

Cristiana Rocha diz que não precisa ter encaminhamento/reprodução

Testagens

Nos Centros de Testagens são realizados testes rápidos, que podem identificar HIV, sífilis, hepatite B e C, profilaxia e pós-exposição sexual. Além de realizarem a identificação da IST, o Centro realiza o encaminhamento do paciente diagnosticado para os hospitais de referência, no caso o Natan Portela e Lineu Araújo, em Teresina.

Cada resultado, independente de ser positivo, ou não, é repassado ao paciente através de uma assistência social. Além do aconselhamento, é feito uma orientação para que o paciente saiba qual o próximo passo a ser dado. “O profissional vai garantir o sigilo de resultados de exames. Se der positivo, há o encaminhamento. Se der negativo, também falamos sobre o HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis”, acrescenta Cristiana.


Profissionais são treinados para orientar segundo Naiara/Divulgação

Treinados

Naiara Christina, assistente social e aconselhadora do CTA, explica que os profissionais são treinados para receber e orientar os pacientes da melhor forma possível. “Tem paciente que chega sem saber quais as formas de transmissão. Tem gente que acha que pega sentando na mesma cadeira. A principal forma de transmissão é realmente o ato sexual, seja em uma relação hétero ou homossexual”, acrescenta.




HIV: não tem cura mas pode ser controlado

Raimundo Poty tem 60 anos de idade. Aos 32 anos testou positivo para o HIV. A descoberta foi após exames de rotina. “No início foi um pouco difícil. Com o tempo, com o conhecimento, tomando a medicação e fazendo acompanhamento médico, nunca tive problema algum. Vivo bem e tomo a medicação direito, nunca tive reações. As medicações são efetivas”, explica.

Mesmo convivendo com o vírus há 28 anos, Raimundo nunca precisou ser internado. “A medicina evoluiu muito. A medicação está melhor. Viver com HIV não é empecilho, o que mata mesmo é o preconceito”, revela.


Raimundo Poty faz tratamento contra doença/reprodução

Evolução tratamento

O HIV é a sigla do vírus da imunodeficiência humana. Este é o causador da AIDS, doença que ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. Nem todo mundo que convive com o vírus do HIV tem, necessariamente, Aids. Embora a infecção já tenha sido encarada como sentença de morte, a evolução dos tratamentos deu à doença um status de condição crônica.

Nayro Ferreira, infectologista, explica que o HIV tem tratamento. “Desde o início da pandemia da Aids, a doença passou a ser um problema de saúde pública. Mas com os tratamentos retrovirais, com apenas dois comprimidos diários, há o controle da doença. Existem pacientes com Aids e HIV. Então os pacientes doentes de Aids passam a ser apenas portadores, o que diminui a mortalidade”, aponta.(L.A)


Nayro Ferreira, infectologista, explica que o HIV tem tratamento/Divulgação




Sífilis é uma doença transmitida por bactéria

A sífilis é uma doença que se encaixa no grupo das infecções sexualmente transmissíveis. Uma enfermidade que antes parecia ser um problema distante, tornou-se uma das maiores epidemias brasileiras. A infecção, que é curável, é causada por uma bactéria, que pode apresentar diferentes sintomas clínicos.

Os sintomas variam de acordo com o estágio da doença. A sífilis tem maiores possibilidades de transmissão durante os estágios iniciais. Ricardo Keyson, ginecologista, diz que a doença é uma infecção antiga.

Antibióticos

“Antes da era dos antibióticos, ela causou muito estrago na humanidade. Com a penicilina, os casos eram tratados facilmente na sífilis primária”, explica.

O médico orienta exames de rotina.


“Uma pequena lesão na genital pode passar despercebida. Então é necessário fazer exames rotineiramente para evitar que mais gente tenha o quadro avançado. A doença é tratada facilmente e a pessoa fica bem. Mas ela pode progredir silenciosamente, provocando lesões graves em órgãos internos”, acrescenta.




Dr. Ricardo Keyson diz que a doença é uma infecção antiga/reprodução

2 mil casos

Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) foram registrados quase 2 mil casos de sífilis congênita de 2017 até o ano de 2020. Este tipo de sífilis é causada por uma bactéria, que é transmitida ao bebê pela placenta da mãe infectada. A doença é uma das principais preocupações de saúde pública, uma vez que pode gerar deficiências graves nas crianças, e em alguns casos podendo evoluir para óbito. “A sífilis na gestação pode provocar parto prematuro, aborto e má formação”, aponta o ginecologista.(L.A)




Doença em vários estágios

Com o aumento de casos de sífilis, é importante ficar atento aos sintomas da doença, pois quanto mais cedo foi iniciado o tratamento, menor é a chance de complicações.

O urologista Pablo Mattos explica que a doença se desenvolve em três estágios. “Primária, secundária e terciária. A primária, forma genital, se manifesta com uma ferida de bordas regulares, além do aumento dos linfonodos. Este é o padrão comum de clínica”, explica.


A principal forma de diagnóstico da sífilis é feito por meio do teste rápido, que é disponibilizado pelo SUS. É simples, rápido, gratuito e seguro.

Dr. Pablo Mattos explica que a doença se dá em três estágios/Divulgação

Sífilis tratamento

O tratamento para sífilis é ofertado gratuitamente pela rede pública de saúde. Quando diagnosticada precocemente, a doença não costuma causar maiores danos à saúde e o paciente costuma ser curado rapidamente. O tratamento mais indicado é feito à base de penicilina, um antibiótico comprovadamente eficaz contra a bactéria causadora da doença. “O tratamento é feito de forma gratuita. Recebemos do Ministério da Saúde e distribuímos a todos os hospitais”, explica Karina Amorim, coordenadora das ISTs da Sesapi.(L.A)




Karina diz que o tratamento para sífilis é ofertado gratuitamente/reprodução

Grávidas

As ISTs, que geralmente são transmitidas por meio do sexo, podem comprometer não apenas a saúde de uma gestante, mas também trazer sérias complicações para o bebê antes e depois do nascimento. As infecções sexualmente transmissíveis podem ser adquiridas antes e até mesmo durante a gravidez. Por isso é tão importante fazer um bom acompanhamento de pré-natal, realizando todos os exames para a detecção precoce dessas doenças.

Cerca de 65% dos casos de transmissão vertical do HIV ocorrem durante o trabalho de parto ou no parto propriamente dito. Os 35% restantes ocorrem intra-útero, principalmente nas últimas semanas de gestação.(L.A)

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