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27 de ago. de 2022

Subcomandante da PM diz que retenção de celular na votação vai ajudar a evitar fake news

 Fotos: Alejandro Zambrana/Secom/TSE

O subcomandante-geral da Polícia Militar do Piauí, coronel Costa Lima, afirmou nesta sexta-feira (26) que a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que autoriza o mesário a reter o celular do eleitor para evitar a violação da cabine de votação, é positiva e vai ajudar a evitar a divulgação de fake news.

O coronel esteve na última quarta-feira (24) participando de uma reunião que foi presidida pelo presidente do TSE, o ministro Alexandre de Moraes, e o vice-presidente Ricardo Lewandowski. O encontro teve a participação de comandantes de todos os estados brasileiros, com objetivo de discutir sobre a segurança para as eleições de 2022.

Na quinta-feira (25), o TSE anunciou que assim como ocorreu nas eleições de 2018, o eleitor não vai poder entrar com o celular na cabine de votação. Ele deve deixar com o mesário, junto com o título de eleitor. O descumprimento é considerado crime, por isso a Polícia Militar pode ser acionada.

Para o coronel Costa Lima, a decisão é importante para garantir a segurança do processo eleitoral e evitar fake news.

“Uma preocupação do ministro Alexandre de Moraes e do vice presidente Lewandowski, que é uma preocupação que a gente viu na eleição passada, é que as pessoas filmaram. Muitas vezes a pessoa não conseguiu votar de forma correta, filmou e colocou na mídia como sendo uma situação de gravidade. Então é uma preocupação que a gente sentiu do TSE, de reforçar que está realmente proibido. Na eleição anterior já estava proibido, mas agora eles estão muito mais preocupados, porque existe muita fake news nessas situações, com o intuito de criar animosidades”, destacou.

O coronel afirmou que a reunião com os comandos das PMs de todos os estados foi importante para discutir a segurança, como deve acontecer a atuação e evitar possíveis conflitos.         

“Vamos estar trabalhando neste dia, todas as polícias irmanadas, para que a gente possa chegar ao término dessas eleições com êxito, então para nós comandantes gerais e subcomandantes gerais foi de grande valia”, afirmou.

Entre as questões discutidas na reunião constaram a segurança das mesárias e dos mesários; a assinatura de um termo de cooperação entre o TSE e o Conselho Nacional de Comandantes-Gerais (CNCG) das Polícias Militares para a coordenação e centralização de informações das corporações e a elaboração de relatórios, bem como para a divulgação e distribuição de diretrizes e peças informativas do tribunal.

Proibição do uso do celular

A resolução elaborada pelo TSE para disciplinar a realização das eleições deste ano prevê a proibição de entrar na cabine de votação portando "aparelhos de telefonia celular, máquinas fotográficas, filmadoras, equipamentos de radiocomunicação ou qualquer instrumento capaz de comprometer o sigilo do voto". 

O texto determina que esses dispositivos devem ser deixados com os mesários, junto com o título de eleitor.

"Se alguém fraudar essa determinação legal, portando um segundo celular, insistindo em ingressar na cabine indevassável com o celular, estará cometendo um ilícito eleitoral e deverá ser reprimido pelo mesário, pelo presidente da seção e, se necessário, com o auxílio da força policial", reforçou o vice-presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski.

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