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13 de jul. de 2023

Denúncias: Petrobras comprova 10 casos de assédio e importunação sexual

 






A Petrobras anunciou que comprovou 10 casos de assédio sexual e importunação sexual dentre um total de 81 denúncias feitas no período de 2019 a 2022. Essas denúncias foram reveladas após a exibição de diversos relatos feitos por funcionárias da empresa na GloboNews. Em abril de 2023, a Petrobras decidiu realizar uma avaliação detalhada dos casos reportados à ouvidora desde 2019, ano em que as investigações passaram a ser centralizadas nessa área.



Aproximadamente dois meses depois, a empresa anunciou a conclusão da investigação de 80 casos, com exceção de uma apuração que ainda está em andamento. Entre esses casos, a Petrobras afirma ter comprovado total ou parcialmente os fatos relatados em dez deles, o que corresponde a 12,34% do total de denúncias registradas na ouvidoria.

A estatal informou que em cinco denúncias houve demissões. Nos demais casos, dependendo da gravidade dos fatos comprovados, foram tomadas medidas como suspensões disciplinares e providências administrativas, incluindo o afastamento do assediador do convívio da vítima, com transferência para outro setor ou unidade. Embora a sede da empresa esteja localizada no Rio de Janeiro, não foram divulgados os locais específicos onde ocorreram os casos.

Durante o período de abril a junho, a Petrobras registrou quatro novas denúncias de assédio, sendo duas em 2023, uma em 2022 e outra sem identificação de ano específico. Além disso, foram relatadas outras 15 denúncias de importunação sexual, sendo sete em 2023, sete de períodos anteriores e uma sem data identificada. Atualmente, esses casos estão em processo de apuração.


Segundo o diretor de governança da Petrobras, Mário Spinelli, "o assédio sexual envolve uma conscientização de todos os envolvidos, de todos os níveis da companhia" e que, por isso, tem sido um assunto muito debatido dentro da empresa.

Ele declara que, a partir de abril, o grupo de trabalho tem se dedicado a criar um ambiente acolhedor para as vítimas, oferecendo suporte psicológico, mesmo quando não há formalização de denúncias.De acordo com o Sindipetro-RJ, apenas 17% dos funcionários da empresa são mulheres. Nas refinarias, essa proporção é ainda menor.

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