Governo do DF vai entrar na Justiça para derrubar lei que garante licença menstrual remunerada

Governo do DF vai entrar na Justiça para derrubar lei que garante licença menstrual remunerada

leandro santos
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Por Larissa Lopes

— Brasília


08/03/2024 07h15 Atualizado há 25 minutos




A licença menstrual aconteceria em momentos que a mulher tivesse fortes dores ou problemas pela menstruação. — Foto: Freepik




O Governo do Distrito Federal vai entrar na Justiça com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade para derrubar a lei distrital que garante o direito a licença menstrual remunerada. O projeto havia sido vetado pelo governador Ibaneis Rocha, mas o veto foi derrubado e a lei entrou em vigor na última quarta-feira (dia 6). Desde então, as servidoras públicas do Distrito Federal que sofrem com dores intensas durante o período menstrual, passaram a ter direito à licença do trabalho de até três dias, a cada mês, desde que apresentem um atestado médico.


O deputado distrital Max Maciel, do Psol, foi o autor da Lei e defendeu que cerca de 15% das mulheres tem sintomas graves durante a menstruação, como fortes cólicas e endometriose e que afetam o desempenho profissional.



Porém, o governo do DF defende que qualquer projeto que altere o regime jurídico dos servidores públicos do Distrito Federal é de competência do governador.


O governo também deve entrar com outras ações contra leis voltadas às mulheres, como por exemplo contra a lei que institui no Distrito Federal o Programa de Atenção à Saúde da Mulher no Climatério e na Menopausa; contra a lei que concede jornada de trabalho diferenciada para servidoras que amamentam e contra a lei aprovada que assegura às grávidas a realização da ultrassonografia morfológica na rede pública de saúde do Distrito Federal. O GDF vê inconstitucionalidade em todas elas.
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