Quase dois milhões de pessoas foram orientadas a sair de casa
no Japão por causa do tsunami que atingiu o país, provocado por um terremoto de
magnitude 8,8 na Rússia. O abalo também gerou alerta em vários países das
Américas, incluindo os Estados Unidos, e desocupação no Havaí.
A Agência de Gerenciamento de Incêndios e Desastres do Japão
disparou alerta para mais de 100 municípios ao longo da costa do Pacífico, de
Hokkaido a Okinawa. Também houve suspensão de serviços de aeroportos, trens e
balsas em algumas cidades.
Imagens publicadas nas redes sociais registram sirenes
acionadas, alertando os moradores sobre o tsunami. Do outro lado do Pacífico, o
Havaí também possui ordens de esvaziamento nas principais zonas de risco.
O presidente Donald Trump disse nas redes sociais que o alerta
de tsunami também vale para a Costa Oeste americana e para o Alasca, onde as
primeiras ondas já chegaram. O tsunami já atingiu a costa da Califórnia e deve
afetar o Oregon, Washington e São Francisco ainda hoje.
China, Canadá, México, Chile, Filipinas e Indonésia também
emitiram alerta de tsunami após o abalo sísmico na Rússia. A Marinha do Peru
monitora a situação e o Equador prevê ondas de até um metro e meio nas Ilhas
Galápagos agora pela manhã.
Na Rússia, os vídeos mostram o impacto do terremoto e do
tsunami na região leste do país. Segundo a mídia estatal russa, várias pessoas
ficaram feridas, nenhuma com gravidade.
O tremor foi o mais forte no mundo desde o ocorrido em 2011,
quando um terremoto de magnitude 9,1 atingiu o arquipélago japonês e provocou
um tsunami sobre três províncias. Os fenômenos deixaram mais de 20 mil mortos e
desaparecidos, além de ao menos 100 mil desabrigados.
À época, as ondas de até 45 metros inundaram a Usina Nuclear
de Fukushima, no mais grave acidente nuclear desde Cherbobyl, na Ucrânia, em
1986. Nesta madrugada, trabalhadores da usina de Fukushima foram retirados da
unidade.