A presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Leopoldina Cipriano, afirmou nesta segunda-feira (25), em entrevista ao Notícia da Manhã, que as negociações sobre o incremento de R$ 69 milhões mensais para a saúde pública de Teresina continuam em andamento junto à Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi). Até o momento, a Sesapi informou que não irá se manifestar sobre o assunto.
Segundo Leopoldina, o pleito foi apresentado pela gestão municipal há cerca de dois meses e meio. A proposta prevê que o valor seja aprovado pela Comissão Intergestores Bipartite (CIB) e encaminhado ao Ministério da Saúde.
Ainda de acordo com a presidente da FMS, o Estado condicionou a aprovação do incremento de R$ 69 milhões à entrega da gestão da rede estadual localizada em Teresina.
“Este mês, novamente levei o pleito para a CIB e, infelizmente, o Estado disse que não votaria a favor. Fizeram a proposta de aprovar os R$ 69 milhões caso a Prefeitura entregasse a gestão da rede estadual que está dentro de Teresina. Nós temos cinco hospitais do Estado em Teresina, mas a gestão é nossa, com auditoria, controle, avaliação e regulação. O Estado nomeia os diretores, que executam as ações. Pensando na qualidade do serviço para a população, dissemos que negociaríamos essa entrega da gestão, mas de forma organizada, para que as pessoas não fossem penalizadas na transição”, pontuou.
No entanto, a presidente explicou que, após a reunião, recebeu uma minuta prevendo um valor de R$ 105 milhões por ano, superior ao montante atualmente repassado de cerca de R$ 72 milhões anuais.
“Recebi um documento com o montante de R$ 105 milhões por ano. Hoje pagamos em média R$ 72 milhões. Ao invés de melhorar a qualidade do serviço, isso pode gerar um impacto negativo, porque aumentaria ainda mais o déficit da saúde em Teresina”, destacou.
Ainda segundo Leopoldina Cipriano, as negociações continuam.
"A gente recuou, estamos ainda dialogando. Vamos montar uma comissão porque Teresina precisa da aprovação desse incremento fixo de R$ 69 milhões, além de outros incrementos pontuais que solicitamos, de R$ 30 milhões e R$ 150 milhões. Se aceitarmos entregar o que o Estado propõe, de R$ 105 milhões, nosso déficit vai aumentar ainda mais e isso agravaria a situação da saúde em Teresina", finalizou.
Fonte cidade verde