Ataque a tiros em Jerusalém deixa ao menos seis mortos, além de mais de 10 feridos

Ataque a tiros em Jerusalém deixa ao menos seis mortos, além de mais de 10 feridos

leandro santos
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Um ataque a tiros na parte israelense de Jerusalém deixou ao menos seis pessoas mortas e outras dezenas de feridos nesta segunda-feira (8). A informação foi confirmada pelas autoridades de emergência de Israel e também pelo ministro das Relações Exteriores, Gideon Saar.


Quatro das vítimas foram declaradas mortas no local. Já as outras duas morreram no hospital.


O serviço de ambulância Magen David Adom informou que 11 pessoas estão sendo tratadas por ferimentos no ataque. Deles, seis estão em estado grave. A informação foi divulgada pelo jornal Times of Israel.



'Este é o mal que Israel enfrenta. Dois terroristas abriram fogo contra um ônibus em Jerusalém — mirando passageiros, transeuntes e qualquer pessoa que estivesse ao seu alcance', escreveu o governo de Israel em publicação nas redes.

O caso ocorreu próximo da entrada norte de Jerusalém, em uma região que leva direto para os assentamentos judaicos.


A polícia israelense afirmou que os dois suspeitos pelo ataque foram mortos. Os dois eram moradores da Cisjordânia, porém sem documentos oficiais. Um morava em Kubaiba, ao norte de Ar Hadar, enquanto o outro morava na vila de Katana, a noroeste de Jerusalém, informaram as autoridades.


A agência de segurança Shin Bet disse ainda que prendeu um morador de Jerusalém Oriental sob suspeita de ajudar a realizar o ataque. As informações são do Canal israelense 12.


O Hamas elogiou o ataque chamando de 'operação heroica'. O grupo, em um comunicado, descreveu o que ocorreu como 'uma resposta natural aos crimes da ocupação e à guerra de extermínio que ela está travando contra nosso povo'. Apesar disso, o grupo não assumiu a autoria dos ataques.


Tropas das Forças Armadas de Israel cercaram várias aldeias palestinas em Ramallah, na Cisjordândia, após o ataque. Eles acreditam que os dois partiram das aldeias de Al-Qubeiba e Qatanna, que ficam na região.


O Exército afirma que procura mais suspeitos de terem colaborado.


Além disso, o premiê Benjamin Netanyahu realizou uma 'avaliação' com os chefes de segurança para definir uma resposta, informou o gabinete do primeiro-ministro. Posteriormente, ele foi até o local dos ataques.

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