Lideranças de esquerda se reúnem em ato com críticas à anistia e em defesa à soberania nacional

Lideranças de esquerda se reúnem em ato com críticas à anistia e em defesa à soberania nacional

leandro santos
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Lideranças de esquerda se reuniram neste 7 de setembro na Praça da República, no centro de São Paulo, em contraponto ao ato da direita que acontece nesta tarde na Avenida Paulista.


Centrais sindicais também integram a manifestação, que critica a anistia aos golpistas do 8 de janeiro e em defesa da soberania nacional, em meio ao tarifa o imposto pelo governo Trump, dos Estados Unidos.


Ministros do governo Lula estiveram no centro de São Paulo, como Luiz Marinho, do Trabalho, e Paulo Teixeira, do Desenvolvimento Agrário, além do deputado federal Guilherme Boulos, do Psol, e o presidente nacional do PT, Edinho Silva.


Em conversa com jornalistas, Edinho comentou o plano punhal verde e amarelo, em que eram planejadas os assassinatos de então candidato a presidente Lula, o candidato a vice Geraldo Alckmin e o ministro do supremo tribunal federal Alexandre Moraes, e disse que não se pode normalizar esse tipo de atentando contra democracia.


'Nós tivemos uma organização que tentou um golpe no dia 8 de janeiro de 23. E pior, uma organização que pressupunha o assassinato do presidente Lula, do vice Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes. Ou seja, isso é gravíssimo. E se nós não apurarmos as responsabilidades, nós vamos perceber que toda vez que alguém perder as eleições, vai se sentir no direito de organizar um ato e matar o vencedor. Então, a anistia significa apoio àqueles que organizam o assassinato e apoio à quem não respeita o resultado das urnas'.


O ministro Luiz Marinho também criticou as movimentações no Congresso Nacional pela anistia.


'A nossa Constituição é clara, crime contra a pátria não cabe. Alguém que pede anistia antes de ser condenado é a confissão do que aprontaram'.


Já o ministro Paulo Teixeira comentou ainda o comprometimento de governadores da direita, que têm pretensões de se candidatar nas eleições do ano que vem E em conceder indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro em caso de condenação pela tentativa de golpe.


'E ele não dará isso, porque o próximo presidente da República chama-se Luiz Inácio Lula da Silva. E se ele for candidato, a gente vai ganhar o Brasil e vai ganhar o governo de Estado de São Paulo também'.


Na Praça da República, as lideranças de esquerda também levaram outras pautas, como redução da escala de trabalho seis por um, a taxação dos super-ricos, e a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais.
Fonte CBN
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