Mesmo preso, namorado de vereadora seguia dando ordens à facção, diz delegado

Mesmo preso, namorado de vereadora seguia dando ordens à facção, diz delegado

leandro santos
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 Foto: Polícia Civil

O delegado Samuel Silveira, coordenador do Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), afirmou que mesmo preso em um presídio de Minas Gerais, Alandilson Cardoso Passos seguia dando ordens à facção criminosa Bonde dos 40. Nesta terça-feira (9), ele voltou a ser alvo da segunda fase da Operação Capital Oculto, com mandado de prisão cumprido dentro do sistema penitenciário.

“Novos indícios de prova surgiram a formar a culpa inclusive da continuidade, mesmo preso, da continuidade delitiva que ele estaria praticando, dando ordens, coordenando ações, principalmente ordens de cobrança, tratando de questão financeira vinculada a negócios acontecidos ainda quando em liberdade. Na operação anterior conseguimos a informação de que ele realmente continuava mantendo contato telefônico e participando do dia a dia da organização criminosa. Isso foi inclusive o que permitiu o aprofundar de mais outro vieses dessa operação”, explicou o delegado.

Ainda segundo Silveira, sete aparelhos celulares foram apreendidos na casa da mãe de Alandilson. 

Alandilson, namorado da vereadora Tatiana Medeiros, é apontado pela polícia como líder e operador financeiro da facção em Teresina e segundo na hierarquia da organização criminosa. Segundo o Denarc, na Operação Capital Oculto ele foi identificado como responsável por comandar um esquema milionário de lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada.

Ele está preso desde novembro de 2024, quando foi alvo de outra ação do Denarc que interditou nove empresas e apreendeu 190 veículos em uma investigação sobre lavagem de dinheiro e tráfico de drogas. Segundo a polícia, a organização movimentou mais de R$ 2,1 bilhões.

No momento da prisão, realizada em um hotel de Belo Horizonte, Alandilson estava acompanhado da vereadora e com passagens compradas para São Paulo. O delegado Samuel Silveira reforçou, no entanto, que a parlamentar não é alvo da operação deflagrada nesta terça-feira.

“A comunicação continuava com indivíduos da organização. Quanto a vereadora, não foi formado esse indício de prova contra ela. Aqui não chegou essa informação”, concluiu.

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