Moradores da zona Sul de Teresina denunciam o desperdício de água potável em um vazamento próximo a uma passarela localizada em um trecho da BR-316 no bairro Santo Antônio. Devido a situação, que já dura mais de dois meses, a população também teme que a estrutura usada por pedestres possa estar comprometida.
Em nota (leia na íntegra ao final do texto), a Águas de Teresina informou que tem conhecimento do problema e que uma solução está sendo elaborada em parceria com o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes). O órgão garantiu que o vazamento não representa risco à estrutura da passarela e nem ao abastecimento de água.
Em protesto, o ciclista Rubens Carvalho decidiu tomar banho no vazamento para protestar contra o desperdício. "Já está com mais de dois meses derramando essa água potável, que nós pagamos caríssimo por ela. Muita gente faltando em sua casa, e o que nós fazemos?", questionou o morador.
Além da perda de água, a população demonstra preocupação com a segurança da passarela, que apresenta rachaduras visíveis. “Os moradores todos atravessam, para deixar as crianças no colégio, mas a gente passa com medo, porque está toda trincada”, afirmou Maria da Cruz, professora aposentada.
Durante a reportagem da TV Cidade Verde, os moradores exibiram diversos comprovantes dos protocolos das solicitações registradas junto à concessionária de água e esgoto da capital.
Confira a nota da Águas de Teresina na íntegra:
Em nota, a Águas de Teresina informa que identificou um vazamento complexo em uma rede localizada na passarela da av. Prefeito Wall Ferraz, na Br-316. No dia 26 de agosto, equipes da subconcessionária realizaram sondagens e constataram que a tubulação está sob a estrutura de vigas, o que exige uma intervenção conjunta com os órgãos responsáveis pela passarela.
Um projeto de solução está sendo elaborado e será executado em parceria com o DNIT. A empresa reforça que também foi realizada uma avaliação técnica no local e ficou comprovado que não há riscos para a estrutura da passarela, via e nem impacto no abastecimento de água.
Fonte Cidade verde