STF retoma julgamento de Bolsonaro e mais sete réus nesta quarta (10) com voto de Fux

STF retoma julgamento de Bolsonaro e mais sete réus nesta quarta (10) com voto de Fux

leandro santos
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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal retoma nesta quarta-feira (10) o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro com o voto do ministro Luiz Fux. O magistrado já sinalizou que pode divergir da posição dos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino, que votaram pela condenação dos oito réus do núcleo principal da trama golpista.


O placar está em dois a zero e falta apenas um voto para que a condenação de Bolsonaro e dos 7 aliados seja confirmada.


Nessa terça-feira (9), o ministro Luiz Fux interrompeu a votação do ministro Alexandre de Moraes; reclamou do ministro Flávio Dino; e se ausentou do plenário três vezes durante a sessão. A primeira interrupção foi logo nos primeiros minutos da leitura do voto de Moraes, quando o relator rejeitava todas as questões processuais apresentadas pelos advogados:


Além de divergir sobre a esfera de julgamento, o ministro Luiz Fux criticou as diferentes versões do delator Mauro Cid e foi o único a votar contra a tornozeleira eletrônica para Bolsonaro. No julgamento de outros réus do 8 de Janeiro, Fux também sugeriu uma pena menor à manifestante Débora Santos, que pichou com batom a estátua "A Justiça".


Na audiência de dessa terça, Luiz Fux reclamou de uma interrupção do ministro Flávio Dino durante o voto do relator Alexandre de Moraes:



'Só uma questão de ordem, presidente. Conforme nós conversamos naquela sala aqui do lado, os ministros votariam direto sem intervenção de outros colegas, muito embora foi própria essa intervenção do ministro Flávio Dino. Mas eu gostaria de cumprir aquilo que nós combinamos no momento em que eu votar'.


Além de Fux, faltam votar os ministros Carmem Lúcia e Cristiano Zanin. A previsão é que o julgamento termine na sexta-feira, com a definição das penas, no caso de condenação. Mesmo que haja maioria pela condenação, se dois ministros votarem pela absolvição dos réus, os advogados poderão recorrer ao plenário do Supremo Tribunal Federal.
Fonte cbn
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