O bar Ministrão, localizado na esquina da Alameda Lorena com a Ministro Rocha Azevedo, nos Jardins, Zona Oeste da capital paulista, foi interditado, após ser alvo de uma operação da Polícia Civil e das vigilâncias sanitárias do Estado e da Prefeitura de São Paulo nesta terça-feira (30). O local é suspeito de ter vendido bebidas alcoólicas contaminadas com metanol e deve ser interditado nas próximas horas.
Durante a fiscalização, os agentes permaneceram mais de uma hora conferindo rótulos de diferentes destilados e documentos do estabelecimento. Em seguida, iniciaram uma reunião a portas fechadas com o advogado do bar, sem a presença da imprensa.
O caso ganhou repercussão após a intoxicação de Radharani Domingos, de 42 anos, que consumiu três caipirinhas no local antes de apresentar sintomas graves. A mulher perdeu temporariamente a visão e segue internada em um hospital particular. Ela já deixou a UTI, mas o quadro ainda inspira cuidados.
Nesta segunda-feira (29), cerca de 100 garrafas de bebidas destiladas já haviam sido apreendidas no bar em uma operação conjunta das autoridades sanitárias e policiais. Um auto de infração também foi lavrado contra o comércio, segundo a Secretaria da Saúde do Estado.
Além do bar nos Jardins, outros estabelecimentos da Grande São Paulo também foram interditados. Entre eles, uma distribuidora na região da Vila Mariana, Zona Sul da capital, e um bar em São Bernardo do Campo, onde três pessoas morreram neste mês com suspeita de intoxicação por metanol, e um bar na Mooca, Zona Leste.
Até o momento, o número total de estabelecimentos fiscalizados e seus endereços não foram divulgados para não comprometer o andamento das investigações. Um balanço oficial deve ser apresentado pelas autoridades ao longo do dia.
Segundo o governador de São Paulo, já foram registrados 22 casos relacionados ao consumo de álcool adulterado: 17 em investigação e cinco confirmados. Em relação às mortes, quatro seguem sob análise e uma já foi confirmada como decorrente de intoxicação por metanol.