2º dia: Tatiana acompanha testemunhas de defesa; promotor fala sobre depoimentos

2º dia: Tatiana acompanha testemunhas de defesa; promotor fala sobre depoimentos

leandro santos
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 Foto: Jade Araujo/Cidadeverde.com

Atualizada às 10h55

Começa nesta terça-feira (25) o segundo dia de audiência de instrução da vereadora Tatiana Medeiros, do namorado Alandilson Cardoso e de outros sete réus. Após um primeiro dia com quase 10 horas de depoimentos — marcado principalmente pelos relatos de agentes de segurança da Polícia Civil e da Polícia Federal — a previsão é que 22 testemunhas de defesa sejam ouvidas hoje. Alandilson e os outros réus pediram liberação para não participarem até a próxima quinta-feira (27), somente na sexta (28) quando serão ouvidos. 

A vereadora Tatiana Medeiros chegou ao Fórum Eleitoral de Teresina por volta das 9h, acompanhada de seu advogado. A parlamentar não quis se manifestar e entrou em silêncio no local. O advogado Francisco Medeiros disse que ela está medicada com um remédio controlado que não ele não sabe dizer qual.

O promotor de Justiça, Plínio Fontes, informou que no primeiro dia também foram ouvidas pessoas que teriam recebido dinheiro em troca de votos, sendo três delas testemunhas comuns a defesa e acusação. 

“Hoje são pessoas arroladas pela defesa, então são pessoas que a defesa quis, por mais variadas razões, pelas razões dela trazer, para também produzir prova perante o judiciário. O que o Ministério Público quer é descobrir a verdade. Nosso interesse é trazer a verdade sem se prender a formalidades que não servem a ninguém”, afirma o promotor. 

O advogado de defesa, Samuel Castelo Branco, reforça a tese de que as provas obtidas por meio do COAF foram a ponta para contaminação de outras provas obtidas. A defesa também sustenta que não houve a compra de votos pela vereadora. 

“É bom a gente frisar que não se resume ao RIF. O RIF foi a medida inicial dali vieram extrações de dados de telefone que foram utilizados como prova emprestada nesse processo. A magistrada indeferir o pleito da defesa, nós consignamos em ato e prosseguimos com a instrução. A gente acata toda e qualquer decisão que venha das autoridades e estamos prosseguindo com instrução assim como foi determinado pela juíza. A defesa sustenta que não houve compra de votos”, conta.

No primeiro dia, Alandilson Cardoso deixou o Fórum por volta das 18h40, escoltado pela polícia e encaminhado ao presídio de Altos e Tatiana Medeiros saiu dez minutos depois e não falou com a imprensa.  Das 11 pessoas ouvidas ontem, quatro eram policiais, três deles federais, e uma delegada da Polícia Civil. Outras seriam testemunhas que foram arroladas tanto pelo Ministério Público como pela defesa. 

Foto: Jade Araujo/Cidadeverde.com

Alandilson Cardoso não comparece ao fórum

Alandilson Cardoso optou por não comparecer ao Fórum Eleitoral nesta terça-feira (25). Segundo o advogado Wildes Prospero, o acusado tem direito ao não comparecimento. No caso de Alandilson, o fato de estar custodiado e precisar desse descolamento, fez com que ele solicitasse a vinda a audiência apenas no dia de seu depoimento. 

O advogado Wildes Prospero também rebate as acusações de que Alandilson pertença à facção criminosa e pontua que deve pedir a soltura dele ao final da audiência de instrução e julgamento. 

“A defesa encara esse processo não como uma corrida de 100m, mas uma como uma maratona. Ao final do processo, com toda a prova produzida, a defesa tem muito bem traçada uma estratégia e ao final vai colocar em suas alegações finais e vamos aguardar o provimento jurisdicional por parte do judiciário. A denúncia inicial era de que a campanha da vereadora Tatiana teria sido financiada por uma organização criminosa denominada Bonde dos 40. Ontem, com a colheita da prova indicada pela acusação, nada se falou sobre Bonde dos 40 o delegado de Polícia Federal foi muito categórico: sequer cheguei a investigar esse ponto essa hipótese de investigativa o que se verificou era se houve uma reunião de pessoas com o propósito de eleger a vereadora Tatiana fazendo uso de uma captação ilícita de sufrágio. Criou-se uma narrativa, porque é uma narrativa que vende mais fácil, de que ele ser integrante dessa facção criminosa, mas o Alandilson não responde a nenhum processo em que seja imputado a ele ou que tenha sido coletado um elemento indiciário que aponte ele como integrante de facção”, narra.

Foto: Jade Araujo/Cidadeverde.com

 

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