Foto: Águas do Piauí

A Águas do Piauí denunciou, na sexta-feira (14), a ocorrência de ações criminosas contra estruturas do sistema de abastecimento na região do Semiárido.
Segundo a concessionária, pelo menos dois pontos da adutora Marruá, que leva água da Barragem de Patos do Piauí para diversos municípios, entre eles Jacobina do Piauí, foram alvo de intervenções ilegais. Na última quinta-feira (13), cerca de 80 moradores realizaram uma manifestação às margens da BR-407, denunciando problemas no abastecimento de água na cidade.
Foto: Cidades na Net
A empresa destacou que o primeiro desvio foi encontrado no dia 11 de novembro, quando equipes técnicas localizaram uma abertura irregular conectada diretamente à adutora. O ponto foi fechado e a estrutura corrigida. Ontem, um segundo desvio foi identificado, desta vez direcionando água para uma propriedade rural particular.
O gerente executivo da Regional Semiárido em São Raimundo Nonato, Aldo Benevides, explicou que intervenções não autorizadas prejudicam a eficiência da adutora.
“Intervenções não autorizadas comprometem a eficiência da adutora, reduzindo a pressão e o volume de água destinados à cidade. Essa prática provoca oscilações no abastecimento, diminuição da vazão e prejuízos diretos à população atendida, além de danificar a infraestrutura de transporte de água”, disse.
Segundo o gerente executivo da Regional Semiárido em Picos, Lucas Marques, a concessionária identificou atos de vandalismo no principal poço que abastece São João da Canabrava. “Foi detectado desarme proposital no sistema elétrico, queimando a bomba e prejudicando o fornecimento. Também houve arrombamento das portas e cadeados dos reservatórios. As equipes já iniciaram correções e o abastecimento será retomado gradualmente. Carros-pipa estão sendo usados de forma emergencial”, explicou.
A Águas do Piauí ressaltou ainda que o desvio clandestino de água configura crime, conforme o Código Penal Brasileiro. Além disso, essas ações colocam em risco a segurança hídrica e sobrecarregam o sistema de abastecimento. A concessionária segue monitorando a adutora e reforça que irregularidades devem ser denunciadas pelos canais oficiais.