COP30 abre diálogo com periferias sobre crise do clima

COP30 abre diálogo com periferias sobre crise do clima

leandro santos
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Belém (PA), 06/11/2025 - Entrada de um dos galpões da COP30.
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
© TÂNIA RÊGO/AGÊNCIA BRASIL

Um diferencial que o Brasil planejou para essa COP é o diálogo com a sociedade civil. Na estrutura paralela da Conferência do Clima, aqui em Belém, funciona a GreenZone, a Zona Verde, com centenas de atividades para diálogo entre representantes da sociedade e atores governamentais.

E uma dessas atividades, que ocorreu no Círculo dos Povos, nesta segunda-feira, foi para ouvir como a população marginalizada da periferia defende uma transição climática justa.

A articulação “Perifa Conection”, presente nas regiões do país, trouxe para COP grupos de jovens para falar sobre quem mais sofre com as mudanças climáticas: a população pobre mais marginalizada.

Ju Do Coroadinho, do Coletivo Mulheres da Periferia, destaca que essa população tem que ser ouvida para a busca de soluções reais.

Zuri Moura, do Fórum Nacional de Transexuais e Travestis, lembra que é a população marginalizada que mais sofre com as mudanças climáticas. Ela  também aponta que na sociedade brasileira a questão racial é fundamental para entender quem mais sofre com a crise climática.

Ju Do Coradinho reforça que a COP tem que ser plural para que as tomadas de decisões ocorram ouvindo as comunidades.

A Zona Verde nas Conferências da ONU sobre o clima foi criada para aproximar a agenda climática da vida das pessoas e propiciar um debate acessível e inclusivo.

A expectativa dos organizadores da Conferência no Brasil é de que a participação social seja uma das maiores da história das Cops.

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