COP30: países sugerem plano de três anos para implementar financiamento público climático

COP30: países sugerem plano de três anos para implementar financiamento público climático

leandro santos
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A presidência da COP publicou um documento com pontos-chave recebidos dos países durante as consultas feitas na primeira semana de conferência sobre os quatro temas que ficaram de fora da agenda oficial de negociações.

São eles: financiamento público climático, metas de redução de emissões mais ambiciosas, medidas de comércio como taxação de produtos importados não sustentáveis e os relatórios bienais de transparência de indicadores e ações adotados pelos países.


Na nota, a presidência da COP afirma que identificou um alto grau de convergência e alinhamento das contribuições dos países.

O documento tem cinco páginas e traz uma série de tópicos com sugestões que surgiram das consultas, e que a presidência espera que sirvam de base para um pacote geral de resultados na segunda e última semana de COP.

Para os temas que apresentam divergências, a presidência coloca opções mencionadas nas consultas para que os países avaliem a partir desta segunda se o processo segue na direção e no ritmo certos.


Sobre o tópico de financiamento público dos países desenvolvidos aos países em desenvolvimento, o documento cita entre as opções um plano de ação de três anos para a implementação do artigo do Acordo de Paris e também o mapa do caminho dos US$ 300 bilhões para US$ 1,3 trilhão anuais.

O texto também mantém de pé a possibilidade dos países firmarem compromisso para triplicar as energias renováveis e dobrar a eficiência energética até 2030, acelerar a ação para fazer a transição para longe dos combustíveis fósseis e deter e reverter o desmatamento.


Já a agenda oficial de negociação segue nesta semana com o fim da fase técnica.


Quinze pontos serão levados para as discussões políticas, com a chegada de cerca de 160 ministros dos países participantes.


São temas como transição energética justa, que não prejudique empregos e comunidades, e os indicadores para medir o progresso de adaptação dos países às mudanças do clima.


Esse ponto tem sido motivo de impasse, já que países africanos e árabes defendem condições especiais e até adiar a definição dos 100 indicadores de adaptação, por dois anos, para a COP da Etiópia.
Fonte CBN
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