Influenciadores suspeitos de promover rifas e apostas ilegais são alvos de operação; grupo movimentou R$ 5 mi

Influenciadores suspeitos de promover rifas e apostas ilegais são alvos de operação; grupo movimentou R$ 5 mi

leandro santos
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  • WhatsApp_Image_2025-11-21_at_07_34_01.jpgOperação Laverna Fase II Parnaíba
    Ascom/SSP-PI
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    Ascom/SSP-PI



Quatro influenciadores digitais são alvo da segunda fase da Operação Laverna, deflagrada pelas Polícias Civil e Militar na manhã desta sexta-feira (21) em Parnaíba, no litoral do Piauí. Os investigados foram identificados como S.C.dos.S. (Sarah Brenna), L.M.B., L.C.M.J. e J.V.A.P., conhecido nas redes como Júnior Mídia.

Segundo a Polícia Civil, o grupo é suspeito de envolvimento em crimes digitais relacionados à promoção de plataformas de apostas ilegais e rifas irregulares nas redes sociais e teria movimentado mais de R$ 5 milhões.

O Cidadeverde.com busca contato com a defesa dos investigados. O espaço segue aberto para esclarecimentos.

As investigações apontam que Sarah Brenna, L.M.B. e L.C.M.J utilizavam intensivamente suas redes para divulgar plataformas de apostas virtuais, como o chamado “Jogo do Tigrinho” e outras semelhantes.


"Entre os conteúdos publicados estariam vídeos manipulados, exposição de supostos ganhos, sorteios, linguagem motivacional e links personalizados para atrair seguidores, criando expectativas irreais de lucro", destacou a SSP em nota.

Já J.V.A.P. concentrava sua atuação na divulgação de rifas classificadas como beneficentes, mas sem comprovação de repasse das arrecadações. Segundo a polícia, ele obtinha lucro direto com a prática.

A análise financeira realizada pelos investigadores revelou movimentações incompatíveis com qualquer renda formal declarada. Em nome de L.M.B. foram identificados R$ 213.606,60. Já S.C. dos S. movimentou R$ 1.311.784,32, enquanto seu marido, A.S.H.A.S., registrou R$ 1.664.582,01. As contas vinculadas a L.C.M.J. apresentaram R$ 637.783,14. No caso de J.V.A.P., o montante chegou a R$ 1.173.117,64, composto majoritariamente por microcréditos entre R$ 0,02 e R$ 20, enviados por mais de 3 mil pessoas diferentes, padrão típico de rifas clandestinas.

O delegado Ayslan Magalhães afirma que os dados financeiros, somados à ausência de declaração de renda e ao uso de empresas associadas a pagamentos digitais ligados a jogos ilegais, reforçam indícios de ocultação patrimonial, dissimulação de recursos, evasão fiscal e vantagem econômica ilícita. As condutas investigadas podem configurar crimes como estelionato, indução do consumidor a erro, loteria não autorizada e lavagem de dinheiro.


“A Polícia Civil continuará atuando de forma firme e incansável no enfrentamento aos crimes digitais. Não vamos tolerar o uso das redes sociais para promover apostas ilícitas, rifas ilegais ou qualquer prática destinada a enganar consumidores e obter vantagens indevidas”, pontuou o delegado Ayslan Magalhães.

Ayslan Magalhães ressaltou ainda que o esquema de rifas operava com indícios de manipulação dos sorteios.

“A investigação apontou que essas rifas eram feitas de forma ilegal. Os ganhadores, supostamente, eram pessoas ligadas à pessoa que estava patrocinando essa rifa, então a gente não sabe dizer se essa pessoa realmente recebeu o prêmio. Houve também conversão dos prêmios em valores financeiros, o que é proibido pela legislação”, explicou o delegado.

Durante as diligências da operação, foram apreendidos pelo menos cinco carros, 15 motocicletas e aparelhos celulares.
Operação Laverna

O nome da operação faz referência à deusa romana Laverna, associada a atos ocultos e práticas fraudulentas, uma alusão ao caráter dissimulado das atividades investigadas.

A ação foi conduzida pela 2ª Delegacia Seccional de Parnaíba, com apoio da Delegacia de Combate às Facções, Homicídios e Tráfico (DFHT), da Superintendência de Operações Integradas (SOI), da Diretoria de Inteligência (DINT), do LAB-LD e do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO).
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