A audiência pública que discutiu o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026 na Assembleia Legislativa do Piauí foi marcada pela cobrança de ampliação dos repasses ao Judiciário, à Defensoria Pública e a outros órgãos autônomos.
Apesar do tom de diálogo, representantes dos poderes defenderam mais recursos para garantir a execução de suas atividades no próximo ano. O Secretário de Fazenda, Emílio Jr, e deputados estaduais participaram da audiência, além de representantes sindicais.
A proposta do Governo do Estado estima uma receita líquida de R$ 28,8 bilhões e prevê R$ 4,1 bilhões em investimentos, priorizando as áreas de saúde, educação e segurança. O secretário estadual de Planejamento, Washington Bonfim, afirmou que a peça orçamentária reflete a solidez fiscal do Estado e o compromisso com políticas públicas essenciais.
“Foi uma das audiências mais tranquilas de que já participei, e o destaque é o aumento dos investimentos na saúde, que passa de 12% para 14% da receita corrente. Também asseguramos a recomposição salarial dos servidores, com 5,35%, e um volume recorde de R$ 4,2 bilhões em investimentos em 2026, especialmente em infraestrutura, para gerar emprego e renda”, destacou Bonfim.
Já a defensora pública-geral, Carla Yáscar, reforçou que a instituição precisa de um orçamento que permita expandir o atendimento jurídico gratuito no estado. “Nós precisamos de um planejamento que garanta o crescimento da Defensoria e não apenas a sobrevivência. O Piauí é o 24º IDH do Brasil e tem uma população muito vulnerável, que depende da assistência jurídica pública. Estamos aqui defendendo um orçamento digno para que possamos continuar chegando a quem mais precisa”, afirmou.
O secretário de Orçamento e Finanças do Tribunal de Justiça do Piauí, Roosevelt Figueiredo, defendeu o orçamento aprovado pelo Pleno do TJ e criticou a defasagem entre o valor proposto pelo Executivo e a realidade de execução. “Acompanhamos há mais de dez anos o ciclo orçamentário e não compreendemos a dificuldade de o projeto já nascer compatível com o que foi executado no ano anterior. Viemos defender o que o tribunal aprovou, com foco em fortalecer a cidadania e a democracia, sem abrir mão da independência do Poder Judiciário”, disse.
O presidente da Comissão de Finanças da Alepi, deputado Franzé Silva (PT), informou que os parlamentares poderão apresentar emendas até 3 de dezembro. “Agora é o momento em que tudo pode ser recepcionado através das emendas dos deputados e deputadas. No dia 10, apresentaremos o relatório final, que seguirá para votação em plenário. O orçamento de 2026 será a peça que vai cuidar do povo piauiense”, afirmou.
O projeto foi construído em consonância com o Plano Plurianual 2024–2027 e com as propostas do Orçamento Participativo Digital. Além da ampliação de recursos para áreas sociais, prevê a continuidade de obras estruturantes como a modernização do metrô de Teresina, a recuperação de rodovias, a construção e reforma de escolas e hospitais e a ampliação do Porto de Luís Correia.
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