O número de pessoas morando nas ruas de Belo Horizonte praticamente dobrou nos últimos cinco anos. Conforme dados do Cadastro Único da população de rua, em 2020 eram cerca de 8,5 mil pessoas. Em outubro deste ano, o total contabilizado foi de cerca de 15,3 mil. Nessa quarta-feira, a Prefeitura de Belo Horizonte divulgou uma série de medidas voltadas ao atendimento e assistência aos moradores de rua.

Entre as novidades, estão o aumento de vagas em abrigos e albergues, a ampliação do horário de funcionamento dos centros de acolhimento e das equipes de abordagem e do consultório de rua, que passam de três para doze equipes, equipadas com veículos adaptados para o acolhimento. Segundo o prefeito Álvaro Damião, as medidas buscam mudar o tipo de abordagem e a visão em relação à população em situação de rua.
"O morador de rua é o problema? Não, ele não é o problema. O problema é morar na rua!
Serão criadas vagas de emprego na estrutura da Prefeitura para ajudar a reinserir essas pessoas do mercado de trabalho, explicou o prefeito.
Um projeto de lei que dispõe sobre a reserva de vagas de trabalho no âmbito dos contratos da Prefeitura, contratos públicos de obras e serviços para pessoas em situação de rua. Não é pegar uma pessoa que hoje tá morando na rua, morando na rua há muito tempo, e entregá-la para o mercado de trabalho, porque o mercado de trabalho não tá habituado com ela. Então, a forma como nós encontramos de resolver esse problema é colocando essas pessoas dentro da própria estrutura da Prefeitura.
As pessoas que quiserem retornar para cidades de origem também terão apoio. O plano inclui ainda a reforma e reestruturação do Centro de Referência em Saúde Mental, a reserva de 300 vagas para moradores de rua no programa Bolsa Moradia, 100 vagas no programa Moradia da Cidade e 84 vagas no programa Minha Casa Minha Vida do Governo Federal.
