Cresce tensão com interceptação de três navios venezuelanos pelos EUA

Cresce tensão com interceptação de três navios venezuelanos pelos EUA

leandro santos
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The U.S. Navy guided missile cruiser USS Lake Erie docks at the Frigate Captain Noel Antonio Rodriguez Justavino Naval Base near the entrance to the Panama Canal, in Panama City, Panama, August 29, 2025. REUTERS/Enea Lebrun
© REUTERS/ENEA LEBRUN/PROIBIDA REPRODUÇÃO

Os Estados Unidos interceptaram mais um petroleiro venezuelano. O terceiro este mês. Movimento que aumenta ainda mais a tensão entre os dois países. 

O navio da vez é o petroleiro “Bella 1”. A interceptação de embarcações venezuelanas é o capítulo mais recente da pressão do governo Trump contra o governo Maduro.

Rica em petróleo, a Venezuela é alvo constante dos Estados Unidos desde setembro. Primeiro, com ataques contra barcos de pequeno porte. Depois, com o envio de aviões e navios de guerra. E agora, com a captura de petroleiros.

O governo americano afirma que os navios apreendidos estão sob sanções, porque financiam o narcoterrorismo. Já o governo venezuelano define os episódios como roubo de petróleo.


Reação chinesa

Do outro lado do mundo, a reação foi rápida. Aliada da Venezuela, a China classificou a medida como “apreensão arbitrária de navios”, que constitui uma “grave violação do direito internacional”. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China disse ainda que o país é contra qualquer sanção unilateral e ilegal e que a Venezuela tem o direito de desenvolver relações com outros países.

Groelândia, Dinamarca

Outro foco de tensão é a Groelândia: uma ilha imensa no Ártico, que é território autônomo da Dinamarca. E, por isso mesmo, o ministro das Relações Exteriores do país europeu disse hoje que a intervenção do governo Trump na Groelândia é “inaceitável”.

 A fala é uma reação à nomeação de Jeff Landry, governador da Louisiana, um dos estados americanos, como enviado especial dos Estados Unidos pra Groenlândia. 

A ilha é rica em minério e tem posição estratégica no mundo. Fica entre a Europa e os Estados Unidos: local chave pros sistemas de defesa antimísseis das grandes potências.

Atentado na Rússia

Já na Rússia, um general foi morto num atentado com carro-bomba em Moscou. Alvo do ataque, o general Fanil Sarvarov era chefe da Diretoria de Treinamento Operacional do Estado-Maior do Exército.

Uma das hipóteses, segundo o Comitê de Investigação da Rússia, é que o crime foi orquestrado pelos serviços especiais ucranianos. A Ucrânia não comentou o atentado.

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