Desafios financeiros e reorganização da rede marcam balanço da FMS em 2025

Desafios financeiros e reorganização da rede marcam balanço da FMS em 2025

leandro santos
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 Foto: Renato Andrade/ Cidadeverde.com



Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina encerra 2025 após um período de reestruturação administrativa, enfrentamento de dívidas herdadas e ajustes para garantir o funcionamento da rede pública. O balanço foi apresentado pela presidente da Fundação, Leopoldina Cipriano, em entrevista ao Jornal Cidade Verde, ao detalhar os principais desafios financeiros e as medidas adotadas ao longo do ano.

O início da gestão foi marcado pela vigência de um decreto emergencial, adotado para assegurar o abastecimento da rede e a continuidade dos serviços. Segundo a presidente, o decreto cumpriu seu papel e foi encerrado em novembro, abrindo espaço para uma fase de reorganização administrativa.

A presidente afirmou que o foco da gestão é garantir estabilidade financeira e continuidade dos serviços.

“A gente está se esforçando todos os dias para garantir que 2026 seja um ano de equilíbrio no orçamento e na oferta de serviços”, concluiu.

Dívidas do exercício anterior somam mais de R$ 110 milhões

Um dos principais entraves enfrentados pela FMS em 2025 foi o volume de débitos herdados da gestão anterior. De acordo com Leopoldina, as dívidas auditadas ultrapassam R$ 110 milhões.

“Já foi finalizada a auditoria desses débitos. Nós temos autorização para pagar R$ 23 milhões, mas para isso precisamos ter orçamento”, explicou.

Segundo ela, a prioridade da gestão tem sido manter o funcionamento da rede. “Nós estamos priorizando pagar os fornecedores que estão entregando hoje para a Fundação, garantindo o pagamento do ano de 2025”, afirmou.

Serviços bancados apenas pelo município pressionam finanças

Durante a entrevista, Leopoldina chamou atenção para serviços de alto custo que são financiados exclusivamente pelo município, sem repasses proporcionais de outros entes federativos.

Entre os exemplos citados está a alimentação enteral, cujo custo mensal ultrapassa R$ 650 mil. A FMS também fornece insumos como bolsas de colostomia e sondas, além de atender pacientes de outros estados, como municípios do Maranhão, sem compensação financeira regular.

Negociação busca repasse do Maranhão a partir de 2026

Segundo a presidente, uma reunião está marcada para janeiro de 2026, em Brasília, envolvendo gestores do Piauí, do Maranhão e o Ministério da Saúde. O objetivo é formalizar repasses financeiros pelo atendimento de pacientes maranhenses na rede municipal de Teresina.

A expectativa da FMS é que, a partir de 2026, haja um modelo de compensação que reduza a sobrecarga financeira do município.

Ampliação de cirurgias 

Entre as ações recentes, a presidente destacou a ampliação da oferta de cirurgias na capital, com o início de procedimentos no centro cirúrgico do Hospital do Dirceu Arcoverde, que anteriormente não realizava cirurgias.

A Fundação também avançou na contratualização da rede privada como forma de ampliar a capacidade de atendimento e reorganizar os fluxos assistenciais.

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